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Small caps: o que são, para que servem e suas vantagens

Francisco Holanda. 17/03/2020

Ao pensar na bolsa valores é comum lembrarmos das grandes empresas, como Petrobras, Ambev, Magazine Luiza, Ambev e outras gigantes do mercado financeiro. Mas um outro lado da bolsa vem chamando a atenção dos investidores. São elas as ações menos famosas conhecidas como small caps, que podem proporcionar oportunidades de lucro atrativas. 

Nessa matéria você irá entender tudo sobre esse assunto, quais são as vantagens e desvantagens de se investir nas small caps e porque elas têm atraído a atenção de tantos investidores nos últimos anos.

O que você irá conferir: 

O que são small caps?

As small caps são ações de empresas com valor de mercado entre R$ 300 milhões e R$ 4 a 6 bilhões, pois não há um consenso ou limite definido. Elas possuem um volume reduzido de negociações de suas ações na bolsa e podem ficar de fora do radar dos investidores. Essas companhias são consideradas pequenas quando comparadas às Blue Chips, as gigantes do mercado. 

As empresas da bolsa de valores são muitas vezes divididas em análises, de acordo com sua capitalização, ou valor de mercado. As small caps são ações de empresas de baixa capitalização, e são muitas vezes conhecidas como ações de segunda ou terceira linha. 

Mesmo que essas empresas sejam consideradas líderes em seus setores de atuação e já faturam milhões, elas mesmo assim, são consideradas pequenas na bolsa, por conta de seu valor de mercado. Mas tenha em mente que small caps não são, necessariamente, companhias de pequeno porte.

Mas a pergunta é: se as small caps muitas vezes não está no radar dos investidores e possuem baixo nível de negociação na bolsa, por que, então, elas poderiam ser uma boa oportunidade para investir?

A maior vantagem das small caps

A maior vantagem dessas ações é sem dúvida seu alto potencial de valorização. Por serem empresas com baixo valor de mercado, há um grande espaço de crescimento que consequentemente pode causar uma alta valorização de suas ações. 

No geral essas empresas estão ingressando no mercado, com chance de um futuro promissor pela frente, alto potencial de crescimento e um bom rendimento para os acionistas. Muitas dessas companhias são inovadoras em seus mercados de atuação ou em setores novos na economia. 

As grandes empresas como, por exemplo, Petrobras, Ambev e Itaú são geralmente as escolhas mais comuns para investidores, uma vez que são consideradas companhias robustas e financeiramente mais estáveis, com uma menor probabilidade de sofrerem quedas bruscas nos preços de suas ações. Por outro lado, a possibilidade de um ganho alto e rápido é muito menor, pois é pouco provável que empresas com esse perfil tenham um boom de valorização, uma vez que já são consolidadas no mercado. 

Imagine que, por exemplo, um mercado de bairro, possua 50 clientes e no mês seguinte conquista mais 50. Esse mercado obteve um crescimento de 100% em relação ao mês anterior. Por outro lado, caso uma grande rede de supermercados, que já possui mais de 10.000 clientes adquira mais 100, isso não causará um salto muito grande em seus lucros. 

As small caps representam o mercado de bairro, que podem ter saltos exponenciais em seus lucros com muito espaço para crescimento. Dessa forma, essas companhias podem se tornar as grandes empresas da bolsa como já ocorreu em diversos exemplos no Brasil, como no caso da Magazine Luiza.

O varejista Magazine Luiza é um dos grandes fenômenos da bolsa atualmente que já foi uma small cap. Em sua mínima histórica, as ações da empresa já chegaram a valer pouco mais do que R$ 1.

A partir de um investimento massivo em tecnologia e transformação digital, a empresa passou por uma valorização de mais 36.000% e atualmente (05/03/2020) ela está cotada em R$ 48,75. 

Outra vantagem é que essas empresas pequenas podem ser adquiridas por seus concorrentes maiores. Quando isso ocorre, os preços dos papéis tendem a subir, devido aos ganhos de escala nas operações e maior poder de mercado.

Os riscos das small caps 

Embora a Magazine Luiza tenha sido um exemplo de sucesso no caso das small caps, a situação pode nem sempre ser a mesma para todas. Da mesma forma que elas possuem um grande potencial de crescimento, essas empresas ainda estão ingressando no mercado, e por isso os riscos também podem ser maiores. Conheça alguns: 

Outro fator importante para os que desejam investir em small caps é possuir paciência e resiliência.

A paciência é necessária para analisar mais a fundo os detalhes da empresa em que se deseja investir. A resiliência por outro lado, serve para o tempo que investidor deverá esperar até com que a ação se valorize, algo que só irá acontecer de acordo com a oferta e demanda dos papéis na bolsa. 

A tendência é que a ação realmente comece a se valorizar uma vez que o mercado sinta ou perceba as chances de ganho com esses papéis. Quanto maior a demanda, maior a tendência de que o preço suba. Mas essa demanda, só começa a ficar satisfatória quando o mercado verifica a oportunidade e passa a comprar os papéis em maior volume.

Além disso é importante não confundir as small caps com os micos da bolsa. Essas últimas são empresas que não estão indo bem, muitas vezes em recuperação judicial ou em vias de falência. 

Lembre-se que os investimentos em small caps, fazem parte de investimentos em renda variável como um todo. Dessa forma, o investimento em ações, são para investidores com perfis mais arrojados, arriscados, que estão dispostos às oscilações e possíveis  perdas.

Como avaliar uma small cap?

Uma das formas mais tradicionais para avaliação de empresas, na hora de investir, é por meio de uma análise fundamentalista, cuja metodologia estuda o balanço da empresa, seus lucros e prejuízos, as perspectivas, os investimentos feitos, dentre outros. Dessa forma, é possível avaliar o quanto essa empresa possui ou não potencial para crescimento. 

Ainda nessa análise, outro quesito muito utilizado é o estudo da cultura da empresa. Aqui, por meio da cultura, é possível avaliar a essência e os valores embutidos da empresa. 

Também é válido observar a governança da empresa, independentemente de seu tamanho. Por meio dela o investidor avalia a qualidade da gestão do negócio e as estratégias adotadas. O empresário por trás da empresa é algo importante a ser considerado.

Outra opção, geralmente mais utilizada por quem deseja operar com day trade (compra e venda de ações dentro do mesmo dia) é a análise técnica das ações da empresa. Isso implica em estudar os indicadores e padrões gráficos de cada ação, na procura de identificar as tendências de acordo em como os compradores, vendedores e preços das ações reagem entre si. Como dito anteriormente, no entanto, as small caps podem trazer poucos dados a serem avaliadas, visto que ela pode ser uma empresa nova no mercado e geralmente não são uma opção para day trade, devido sua baixa liquidez.

Por fim, a qualidade da comunicação da empresa com seus acionistas também é importante. Boas empresas, sejam elas small caps ou não, tentam contornar a falta de cobertura dos analistas por meio de uma excelente área de Relações com Investidores.

Utilizando essas análises, já pode ser possível com que o investidor tenha uma melhor noção sobre as qualidades dos papéis, e se vale ou não a pena investir neles.

Índice Small Caps – SMLL

Na bolsa de valores brasileira existem alguns índices, como o Índice Bovespa também conhecido como Ibovespa ou IBOV, que é o mais famoso índice da bolsa atualmente. Ele representa uma carteira teórica das ações mais negociadas na bolsa atualmente.

Ele atua como um termômetro do mercado, uma vez que sua composição é feita pelas ações responsáveis pela maior parte do volume financeiro que é negociado na bolsa.

O que muita gente não sabe, é que além do Ibovespa, existem diversos outros índices. Dentre eles, o Índice Small Caps, ou SMLL, que assim como o IBOV, também é uma carteira teórica de ações. 

No entanto, esse índice é composto pelas ações das empresas de menor capitalização da B3 (as small caps) e que funciona como um indicador do desempenho médio dessas ações.

Por meio desse índice, o investidor consegue avaliar quais são as small caps mais negociadas na bolsa, além de poder utilizá-lo como benchmark de desempenho na hora de investir nessas ações.

Conheça mais sobre o Ibovespa:

Diferença entre as small caps e a blue chip/large caps

As blue chips, diferentemente das small caps, são as ações das grandes empresas negociadas na bolsa de valores. Geralmente essas ações oferecem riscos menores a seus acionistas, se comparadas às small caps, por serem mais estáveis, mas que também acompanham um menor potencial de ganho. 

As blue chips contemplam geralmente as empresas com valor de mercado maior do que R$ 10 bilhões e costumam ser as mais famosas entre os investidores, pois se tratam de companhias líderes em seus mercados de atuação.

Dessa forma, a principal diferença entre as small caps e blue chips é que as que as primeiras possuem um menor nível de capitalização, enquanto as segundas são companhias com maior valor de mercado.

No que se refere às blue chips, as principais características que as definem são:

5 dicas para investir em small caps

#1 Faça um filtro das small caps em que deseja investir

Seleciona as ações que você acredita serem uma opção vantajosa de investimento. Essas empresas, como dito anteriormente variam entre R$ 300 milhões a cerca de R$ 4 a 6 bilhões.

#2 Acompanhe de perto as empresas

Todas as empresas que são listadas na B3, sejam elas small caps ou não, precisam reportar seus resultados todos os trimestres. Por meio de seus sites é possível encontrar uma área de relações com investidores, onde você poderá acompanhar os balanços, resultados e demais fatores relevantes sobre a situação da empresa. Tente também participar de conferências que a empresa oferece a seus acionistas para que você esteja sempre por dentro do momento e das perspectivas da empresa.

#3 Busque informações periódicas da empresa 

Todo investidor necessita de informações confiáveis sobre as empresas para tomar suas decisões. Com as small caps, ter acesso a essas informações torna-se ainda mais primordial, uma vez que elas são menores, e as informações podem não ser tão bem divulgadas como das grandes companhias.

#4 Equilibre suas expectativas e realidades 

Confira regularmente os resultados e movimentos das small caps para avaliar os números apresentados, se eles realmente batem com a realidade da empresa e com a situação em que a companhia se encontra. Caso você acredite que aqueles papéis estão entregando aquilo que realmente valem, pode projetar alguns cenários para avaliar qual o potencial de crescimento da empresa, e assim, estar mais consciente sobre possíveis momentos de compra e venda. 

#5 Considere investir por meio das ETFs

Um Exchange-Traded Fund (ETF) é um fundo de investimento negociado na bolsa de valores como se fosse uma ação. Um ETF é conhecido como um fundo de índice, uma vez que as ações que o compõem são as mesmas de um índice específico, como o SMLL ou o Ibovespa.

Dessa forma, para os investidores que não se sentem seguros ou não desejam investir diretamente nas small caps, pode ser uma opção investir por meio de uma ETF que siga o índice SMLL, ou seja, que irá comprar as mesmas ações do índice. 

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Leia também: Fundos de ações: tudo que você precisa saber

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