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A Selic caiu de novo. E agora?

Suno Research. 07/02/2020

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic mais uma vez, de 4,5% para 4,25% ao ano. Essa é a quinta queda consecutiva, que levou a taxa básica de juro a renovar sua mínima histórica. Nunca tivemos juros tão baixos no Brasil.

Mas e agora? Quais os próximos passos?

“A expectativa do mercado não era se os juros seriam cortados ou não. A redução era esperada e a dúvida que fica é o que teremos à frente. Na minha visão, o Copom fechou a porta para os cortes, mas não passou a chave. Acho que um novo corte abaixo de 4,25% é possível, mas não é provável. O ciclo de cortes deve ter se encerrado”, explica o economista da Porto Seguro, José Pena, em entrevista exclusiva para o Blog da Pi.

Apesar de não esperar nova redução da taxa Selic no curto prazo, Pena acredita que os juros serão mantidos nesse patamar ao longo deste ano. “Os indicadores de atividade econômica brasileira continuam baixos. No exterior, o coronavírus deve impactar a economia chinesa e, em menor escala, a economia global como um todo, com um efeito deflacionário”, afirma.

Entretanto, o patamar atual de 4,25% ao ano da taxa Selic é considerado inferior ao esperado se a economia estivesse em condições normais, na visão de Pena. “O nível atual é caracterizado pelo Copom como ‘estimulativo’. Com a atividade econômica sendo retomada, podemos esperar que a taxa volte a subir no ano que vem, chegando a algo em torno de 6,5% ao ano.”

Ou seja, o investidor terá que se acostumar com essa nova realidade brasileira, desapegando da época dos juros de dois dígitos, que perdurou até 2017.

Isso, entretanto, não significa que o investidor deve fugir da renda fixa. Tudo é uma questão de diversificação da carteira e entendimento do próprio apetite por risco. “Muitos investidores procuram o que eu chamo de bom, bonito e barato e a gente sabe que isso não é possível. Para buscar retornos maiores, o investidor terá que aprender a abrir mão de liquidez ou buscar um risco maior”, aponta Pena.

Três anos atrás, quando você comprava um Tesouro IPCA+, ele pagava em torno de 6,5% ao ano de juros reais (descontando a inflação). Na prática, isso significava que em onze anos você dobrava seu capital inicial investido. Hoje em dia, o Tesouro IPCA+ está pagando 2,5% ao ano. Para dobrar seu capital, você precisa manter seu dinheiro investido por 28 anos.

Para manter o mesmo nível de retorno que a renda fixa pagava, agora o investidor precisa mudar de comportamento. Ou poupar mais ou procurar mais retorno, correndo um maior risco.

Uma transição possível indicada pelo economista é a busca por fundos multimercado. Para o investidor com menor apetite por risco, a indicação é buscar fundos com volatilidade menor, ou seja, com menor exposição à renda variável (ações, por exemplo). Para o investidor com maior apetite por risco, a lógica é a contrária: buscar fundos com maior volatilidade e consequente maior exposição a ações, por exemplo.

Para te ajudar na tarefa de escolher um fundo multimercado adequado ao seu perfil de investidor, aqui na Pi nós criamos o Comparador de Fundos em parceria com a Comdinheiro.

Com essa ferramenta, você também vai descobrir que, ao investir na Pi, você gasta menos, já que muitos dos nossos fundos de investimento fazem parte do nosso programa de Cashback. Saiba mais sobre este assunto.

Gostou desse conteúdo? Conta pra gente nos comentários o que você está achando desse novo cenário de juros baixos no Brasil.

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  1. Estava com dúvida em relação a aplicar em ipca+. Esta matéria me ajudou. Agradecido.

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  2. rejin design

    ola muito legal a materia

    Responder

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