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Tesouro Selic: o que é, como funciona e quais as suas vantagens/desvantagens

Francisco Holanda. 12/11/2019

Esse post foi feito para você que tem interesse em saber mais sobre o Tesouro Selic, mas que não o conhece a fundo, bem como não entende como ele funciona e suas vantagens e desvantagens. 

Mas antes de começarmos, é importante sabermos: Qual è a diferença entre Tesouro Direto e Tesouro Selic? 

De forma simples, o Tesouro Direto é o programa pelo qual você consegue fazer investimentos em títulos públicos do governo. Ou seja, é possível fazer investimentos no Tesouro Selic (título público), por meio do Tesouro Direto. 

Dessa forma, por meio do Tesouro Direto, você encontra diversos títulos públicos nos quais é possível investir, como o Tesouro Selic 2025, e outros os quais veremos mais adiante no post. Ficou claro? 

Vamos lá!

O que iremos conferir neste post: 

O que é Tesouro Selic? 

O Tesouro Selic, (ou como antes era conhecido Letras Financeiras do Tesouro) é um título da dívida pública, emitido pelo Governo Federal, por meio do Tesouro Direto. Em outras palavras, o Tesouro Selic, é um tipo de investimento, no qual você empresta seu dinheiro ao poder público e recebe de volta o valor com juros

Parece simples, certo? Mas o que é um título da dívida pública? 

De forma geral, os títulos da dívida pública são ativos de renda fixa que o Governo Federal emite e vende, como forma de conseguir dinheiro emprestado para financiar seus gastos.

Assim como os impostos são um forma de arrecadação para custear as dívidas do Governo Federal, os títulos são também uma forma para captação de dinheiro, e que quando pagos, são retribuídos com o acréscimo de juros. 

Como funciona o Tesouro Selic? 

O Tesouro Selic, é um título atrelado à Taxa Selic, a taxa básica de juros que atualmente está em 3% ao ano (data base: maio 2020). Isso significa, que o rendimento do título estará sempre atrelado ao percentual da Taxa Selic do momento. 

O Tesouro Selic é um título pós-fixado, ou seja, o investidor não saberá de antemão o quanto poderá receber ao final da aplicação, pois os juros podem variar com o passar do tempo.

Isso acontece porque, a Taxa Selic, a qual o Tesouro Selic está atrelado, pode sofrer alterações periódicas, pelo Banco Central do Brasil, o que pode fazer com que seu percentual caia diminuindo ou aumentando o rendimento do título.

Por que isso acontece? 

O COPOM, órgão do Banco Central do Brasil, responsável por definir o valor da Taxa Selic, se reúne a cada 45 dias para avaliar questões econômicas do país através de fatores como crescimento da economia, para decidir se a Taxa Selic irá sofrer alterações ou não. 

Dessa forma, a rentabilidade inicial do título é conhecida pelo investidor no momento da compra do título, mas já sua rentabilidade final, dependerá das variações da Taxa Selic no decorrer do tempo.

Conheça mais sobre o Tesouro Selic:

Quem pode investir no Tesouro Selic? 

O Tesouro Selic pode ser recomendado para investidores iniciais ou conservadores. Por possuir uma aplicação relativamente simples, ele pode ser uma opção para quem não tem muito conhecimento sobre o mercado financeiro, e por possuir segurança, também é recomendado para os conservadores que não pretendem tomar grandes riscos. 

Especialistas também recomendam o Tesouro Selic, para aqueles que desejam fazer uma reserva de emergência, uma vez que poderá ter maior liquidez, quando comparado a outros títulos, bem como permite que o dinheiro seja sacado quando necessário.

No entanto, devemos nos atentar ao fato de que o Tesouro Selic, apesar de render mais do que a poupança, é um investimento de renda fixa, ou seja, por conta da sua alta liquidez, e segurança, a rentabilidade tende a ser menor, quando comparada a outros tipos de investimento, como os de renda variável. 

É realmente seguro investir no Tesouro Selic? 

Sim. 

Dificilmente você encontrará um ativo mais seguro para investir em um país do que os títulos da dívida pública que o governo emite internamente. O pagamento dos títulos é garantido pelo Tesouro Nacional, que é o caixa do governo, para onde vai todo o dinheiro que ele recolhe e que é gerido pela Secretaria do Tesouro Nacional, órgão do Ministério da Economia.

Além disso, podemos imaginar, que ao emprestar dinheiro para o governo nós nos tornamos os credores e eles os devedores, e dificilmente ele deixará de honrar com suas dívidas, principalmente por conta da dificuldade de um governo quebrar.

Mas, e se o Governo não tiver dinheiro? 

Existem diversas maneiras que o governo utiliza para quitar suas dívidas com os títulos públicos, mesmo quando não possui dinheiro. Por exemplo: 

Governo emite novos títulos: sim, ele poderá vender novos títulos, para conseguir pagar os juros dos títulos antigos. É como empurrar a dívida com a barriga, onde o Governo assume uma nova dívida para quitar as antigas.

Governo aumenta a cobrança de impostos: ele poderá aumentar a arrecadação de impostos da população para pagar os juros da dívida. Em outras palavras, ele pode cobrar mais impostos de você, para pagar os juros que te devem. 

Governo corta gastos e investimentos: ele poderá cortar verbas que seriam utilizadas para alguns setores da sociedade, demitir funcionários, diminuir ou extinguir serviços públicos, privatizar empresas etc. 

Governo imprime dinheiro: em último caso, e apenas quando realmente necessário devido às implicações que isso pode causar (aumento da inflação e desvalorização da moeda) o governo poderá optar por essa opção para quitar suas dívidas.

Dessa forma, o Tesouro Selic possui grande segurança e os riscos de perda são praticamente inexistentes, independentemente do tempo e data do resgate. 

Quando vale a pena investir em Tesouro Selic?

Não existe momento certo para investir no Tesouro Selic. Se você possui um perfil mais conservador, ou deseja criar uma reserva de emergência, qualquer momento pode ser viável.

Mas ao investir em renda fixa, devemos ter consciência de que quanto menor estiver o percentual da Taxa Selic, menores poderão ser os rendimentos. 

Atualmente, o Brasil possui a Taxa Selic mais baixa da história, o que pode desanimar muitos investidores, uma vez que seus ganhos são menores. Um país que já chegou a ter a Taxa Selic em 45%, atualmente encontra-se com uma em 3%

Isso é ruim? Depende. 

Para quem pega empréstimos, na teoria tende a ser bom, uma vez que pagarão menos juros pelo dinheiro emprestado. Já para os investidores, pode ser razão de desânimo a depender dos objetivos de cada um.  

Como investir no Tesouro Selic na prática?

O Tesouro Selic disponível atualmente (março 2020) vence no dia 01/03/2025, e seu investimento mínimo é de 1% do preço unitário do título. Por exemplo, se o preço unitário do título for de R$ 10.000, o valor mínimo que poderá ser investido será de R$ 100. 

No site do Tesouro Nacional, você encontra um simulador que te ajuda a calcular o quanto você poderá ganhar investindo no título – lembrando que essa probabilidade não é certa, tendo em vista o explicado acima, no item “Como funciona o Tesouro Selic?”.

Sabendo disso, o passo a passo para investir é: 

E lembre-se, a aplicação máxima por mês em qualquer título do Tesouro Direto é de R$ 1 milhão e o tesouro permanece aberto 24 horas por dia para consulta de posição ou de valor dos títulos.

Para investir no Tesouro Selic aqui na Pi, basta abrir sua conta.

Impostos e taxas do Tesouro Selic 

A maioria dos investimentos estão sujeitos a impostos e taxas, e os títulos de dívida pública não são diferentes. Independentemente de qual o título você deseja comprar, o governo bem como algumas corretoras irão abocanhar parte dos seus lucros na forma de cobranças. 

As taxas cobradas são: 

Taxa B3

É a taxa cobrada para custodiar (guardar, movimentar, proteger e fornecer informações) os seus títulos. A taxa cobrada é de 0,25% anualmente sobre o valor investido. Ou seja, se por exemplo você investe R$ 10 mil, você pagará um valor de R$25 de taxa.

Taxa do agente de custódia

É a taxa cobrada anualmente pela corretora para realizar o cadastro dos investidores junto à B3, intermediar a transferência de valores e as negociações de Títulos Públicos.

De forma geral, temos dois impostos que são cobrados: 

IOFImposto Sobre Operações Financeiras, é o imposto cobrado sobre a rentabilidade para aplicações que são sacadas antes dos primeiros 30 dias do investimento. Dessa forma, se você se programar para não retirar seu investimento no primeiro mês, você consegue driblar esse imposto para conseguir lucros maiores.  

Esse imposto, segue uma tabela regressiva, ou seja, quanto mais perto estiver do 30° dia, menor será a taxa cobrada. Acompanhe: 

Nº DiasAlíquotaNº DiasAlíquotaNº DiasAlíquota
196%1163%2130%
293%1260%2226%
390%1356%2323%
486%1453%2420%
583%1550%2516%
680%1646%2613%
776%1743%2710%
873%1840%286%
970%1936%29 3%
1066%2033%300%

Imposto de Renda – esse imposto, funciona como a boa parte dos ativos de renda fixa. Quanto mais tempo você manter seu investimento, menor será a alíquota cobrada. 

Assim como o IOF, o IR também segue uma tabela regressiva. Acompanhe: 

Período aplicadoAlíquota
Até 6 meses (180 dias)22,5% 
de 6 meses a 1 ano (181 dias a 360 dias)20%
de 1 ano a 2 anos (361 dias a 720 dias)17,5%
mais de 2 anos (Acima de 720 dias)15% 

Outras opções alem do Tesouro Selic

No Tesouro Direto, existem diversas opções de títulos de dívida pública que podem ser comprados. Essas opções devem ser avaliadas pelo investidor, uma vez que diferentes títulos podem caber melhor em determinados objetivos. 

Caso o Tesouro Selic, não se encaixe em seus objetivos, confira outras opções que o Tesouro Direto disponibiliza.

Tesouro Prefixado 

Pode ser ideal para quem busca previsibilidade em rendimentos fixos. No momento da compra o investidor já poderá saber a sua rentabilidade final, podendo conhecer também a quantidade necessária que precisa ser investida para conseguir resgatar a quantia desejada no futuro. 

Tesouro IPCA

Esse título está vinculado à inflação, e pode ser ideal para investidores que desejam manter seu poder de compra, na tentativa de escapar de possíveis desvalorizações da moeda, e de crises futuras do país. Por estar vinculado a inflação, esse título é pós-fixado, ou seja, sua rentabilidade varia de acordo com a inflação. 

São oferecidas duas categorias do Tesouro IPCA: 

O IPCA+  paga a rentabilidade total na data de vencimento e o outro dissolve o pagamento do rendimento em parcelas semestrais. 

O Tesouro IPCA, oferece aplicações com datas de vencimento futuras consideravelmente distantes, como é o caso do Tesouro IPCA+ 2035, e por isso, pode ser ideal para quem possui objetivos de longo prazo e/ou para quem deseja proteger seu patrimônio da inflação com o passar dos anos. 

Pi Selic 

A Pi foi criada com o objetivo de oferecer os melhores produtos financeiros para todo o tipo de cliente, não apenas aqueles que possuem grande patrimônio como acontecia há alguns anos atrás. 

Pensando nisso, criamos o Pi Selic, um fundo de investimento de renda fixa que investe em títulos públicos de baixo risco. Algumas vantagens desse fundo são: 

Dessa forma, o Pi Selic é também uma opção para investidores iniciantes e conservadores, além de ser ideal para a reserva de emergência, uma vez que tem alta liquidez e a segurança de um fundo que aplicar somente em títulos públicos.

Conheça mais do Pi Selic e outros produtos da Pi, clicando aqui

Leia também:

Material publicitário. Para mais informações, acesse aqui. Os investimentos apresentados podem não ser adequados aos seus objetivos, situação financeira ou necessidades individuais. O preenchimento dos formulários API – Análise de Perfil do Investidor é essencial para garantir a adequação do perfil do cliente ao produto de investimento escolhido. Leia previamente as condições de cada produto antes de investir.

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