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Investimentos isentos de imposto de renda: quais são e como funcionam?

Francisco Holanda. 11/09/2020

Todo investidor que busca por investimentos rentáveis, começa a comparar vantagens e desvantagens dentre as opções do mercado. 

Entre as maiores vantagens que um ativo pode oferecer, está a isenção do Imposto de Renda (IR) que é cobrado, principalmente, em fundos de investimento e ações.

Nos títulos de renda fixa entretanto, não é tão incomum encontrar ativos que isentem o investidor deste tributo, tornando assim, o investimento mais lucrativo. 

Por isso, nesta matéria você conhecerá 6 investimentos isentos de IR e como eles funcionam.

Confira: 

#1 Caderneta de Poupança 

O ativo mais conhecido e popular entre os brasileiros, a Caderneta de Poupança oferece uma das menores rentabilidades do mercado atualmente, mas conta com a isenção do Imposto de Renda. 

Nesse investimento, todo o lucro derivado dos juros compostos não possui a cobrança do imposto e ainda oferece liquidez diária para seus aderentes. 

Apesar de muito conhecida, a poupança atualmente oferece uma rentabilidade de apenas 1,40% ao ano (em setembro de 2020), o que equivale a 0,70% de rendimento ao mês. Essa baixa, é devido ao cenário de juros baixos no país em 2020, o que impacta diretamente nos resultados que a poupança oferece. 

Leia mais: O rendimento da poupança ainda vale a pena? 

#2 Debêntures incentivadas 

As debêntures são títulos de renda fixa no qual quem investe está emprestando dinheiro para uma determinada empresa privada para financiamento de seus projetos. Em troca, o investidor receberá, na data determinada, o valor que investiu com o acréscimo de juros.

As debêntures incentivadas são ativos isentos do Imposto de Renda, pois o dinheiro arrecadado por meio delas é utilizado por empresas que financiam obras ou serviços de infraestrutura para o país, como estradas, aeroportos e parques, por exemplo.

Para ajudar as empresas com esses projetos que são benéficos ao país, o Governo Federal decide não cobrar o IR, para incentivar mais investidores a comprarem esse tipo de título e assim acelerar os projetos de desenvolvimento do Brasil. Justamente por isso, elas se chamam “incentivadas”.

Leia mais: Debêntures incentivadas: o que são e suas vantagens ao investir

#3 LCI e LCA 

As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio, são títulos de renda fixa destinados a captarem recursos que financiem os setores imobiliários e agrícolas respectivamente. 

Quando agricultores ou donos de imóveis vão ao banco pedir por empréstimos para investirem em seus respectivos negócios, esse valor poderá ser financiado com recursos vindos de LCAs e LCIs emitidas e comercializadas pelo banco. 

A principal vantagem desses dois títulos é a sua isenção de Imposto de Renda, o que os tornam mais lucrativos ao final da aplicação. 

Outra vantagem desses títulos é que assim como a poupança, as LCIs e LCAs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege os investidores em aplicações de até R$ 250 mil por instituição financeira e CPF, em caso da instituição vir a falir. 

#4 CRI e CRA

CRI e CRA são siglas para Certificados de Recebíveis Imobiliários e Certificados de Recebíveis do Agronegócio. Esses também são títulos de renda fixa isentos do Imposto de Renda para pessoa física e muito similares aos LCIs e LCAs, só que geralmente mais rentáveis. 

Os CRIs e CRAs são títulos de renda fixa securitizados. Por securitizados entende-se aqueles que transformam créditos a receber – como parcelas de uma venda ou pagamentos de um financiamento – em títulos que podem ser adquiridos por investidores e negociados no mercado financeiro.  

Imagine, como exemplo, uma construtora. Os imóveis que ela vende são quitados a longo prazo, pois são geralmente parcelados por um longo período. Caso a construtora precise desse dinheiro antes do final das parcelas para um próximo empreendimento, ela poderá “empacotar” os pagamentos futuros de seus clientes em um CRI, para vendê-lo no mercado. 

Quem organiza o processo, compra as dívidas e as emite no mercado para investidores, são as empresas securitizadoras. Dessa forma, a construtora irá receber o valor que precisa antecipadamente e as parcelas a serem quitadas irão diretamente para a securitizadora e o investidor que comprou o certificado no mercado.

A principal diferença entre os CRIs e CRAs é sua origem. O primeiro é um título ligado ao setor imobiliário, como construções, contratos de aluguéis ou financiamentos. Já o segundo tem como lastro empréstimos relacionados ao setor de agronegócio, como fatores de produção, industrialização e insumos ligados ao setor.

Leia mais: CRI e CRA: conheça tudo sobre esses títulos de renda fixa

Rentabilidades desses ativos

Após conhecer as opções isentas do Imposto de Renda, você precisará entender também como funcionam as rentabilidades desses títulos. Com exceção da poupança, ativo que possui sua rentabilidade atrelada à Taxa Selic, os demais ativos apresentados nesta matéria possuem uma dinâmica de retorno similar. Confira abaixo: 

Remuneração prefixada: o investidor sabe no momento da compra do certificado o valor da taxa de juros que irá receber, no vencimento daquele título (por exemplo, 3% ao ano). Dessa forma, ele consegue calcular junto ao valor investido quanto terá ao final da aplicação.

Remuneração pós-fixada: aqui o investidor saberá apenas qual índice que servirá de referência para a remuneração desde o início. Esse indicador geralmente é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), principal índice da renda fixa atrelado à rentabilidade da taxa Selic. Dessa forma, se um título oferece 100% do CDI ao final da aplicação, em setembro de 2020, ele oferecerá 1,90% ao ano. 

No entanto, o retorno efetivo da aplicação é desconhecido, pois seguirá as variações do indicador. Se ele subir ou cair ao longo do tempo, a remuneração poderá ser maior ou menor.

Vale lembrar que também é comum encontrar títulos com a fórmula CDI mais uma taxa. Por exemplo: 100% do CDI + 3% ao ano – o que torna o título mais atraente para investidores que querem apostar tanto no futuro de um índice e garantir uma rentabilidade fixa.

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