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Fundos de renda fixa: tudo o que você precisa saber

Francisco Holanda. 18/02/2020

Com a volatilidade dos mercados perante o coronavírus e com a taxa de juros em sua mínima histórica, os investidores veem se perguntado se é o fim da renda fixa ou se ainda há formas de ganhar dinheiro com essa classe de ativos para também diminuir a volatilidade de seus ativos. Os fundos de renda fixa podem ser uma resposta a isso. 

Muitos investidores que desejam sair da poupança, podem encontrar nesses fundos uma salvação, ainda dentro da classe de ativos de renda fixa.

Afinal, você sabia que por meio dos fundos de renda fixa é possível obter rendimentos acima do CDI

E como esses fundos permitem aos investidores aplicarem indiretamente em diversos ativos diferentes por meio de um único produto?

Nessa matéria iremos explicar tudo que você precisa saber sobre esse tipo de fundos para que você possa começar a investir com segurança e confiança. 

O que você irá conferir?

O que são fundos de renda fixa?

Os fundos de renda fixa, assim como outros tipos fundos, são investimentos para os que desejam terceirizar o trabalho para gestores. Esses profissionais irão gerir os fundos e por meio de estratégias pré-estabelecidas irão realizar as operações de alocação dos recursos. 

Essa modalidade de investimento se apresenta no mercado como uma alternativa para os investidores que desejam alocar capital neles com menor risco, e com rentabilidades mais previsíveis. Isso porque os fundos de renda fixa investem seu patrimônio em títulos públicos – como Tesouro Direto – ou privados, como CDBs, LCAs, LCIs, debêntures ou cotas de outros fundos, por exemplo.

Esses fundos, não podem investir em ações ou moedas estrangeiras. Em geral, eles alocam os recursos do fundo sempre respeitando as regras estabelecidas para esse tipo de fundo. 

Ao investir em um fundo de investimento, o investidor se torna um cotista do fundo e passa a ser remunerado de acordo com o capital investido. Por isso, o investidor consegue diversificar sua carteira de investimentos no âmbito da renda fixa, sem necessariamente ter que adquirir os ativos de forma direta, e com isso, passa a ser possível reduzir riscos, o aporte mínimo ou outros limitadores os quais podem ser impostos quando o investidor opta por fazer a compra direta de títulos.

Os fundos de renda fixa precisam ter 80% do patrimônio aplicado em ativos vinculados à variação da taxa de juros (Selic), índices de preço (inflação), ou ambas as coisas, e por isso, aplicam basicamente em títulos de renda fixa.

Ao investir diretamente em títulos, o investidor “empresta” seu dinheiro para uma instituição e em troca recebe juros no futuro. O gestor de renda fixa faz mais do que apenas “emprestar” seu dinheiro para uma instituição.

Sua função também engloba: busca por mudanças na economia e identificação de tendências em paralelo a um intensivo estudo do mercado. Com isso, ele cria sua tese para quais são as melhores oportunidades e os pontos ideais de entrada e saída para cada aplicação.

Como funcionam os fundos de renda fixa?

Assim como o funcionamento de outros fundos de investimentos, os de renda fixa também atuam como um condomínio. Ele irá reunir os recursos de seus cotistas, para que sejam aplicado em conjunto no mercado financeiro. Os lucros obtidos são divididos entre os cotistas, na proporção do valor investido por cada um deles.

Vale lembrar, que ao optar por se tornar cotista de um fundo, o investidor abre mão de realizar suas próprias escolhas com aquele valor aplicado, pois as decisões são feitas única e exclusivamente pelos gestores desses fundos.

Como forma de remuneração dos gestores, os fundos cobram algumas taxas para gerirem o dinheiro do cotista, como a taxa de administração e ou a de performance – uma bonificação ao trabalho do gestor, quando o fundo supera a rentabilidade de um índice de referência. 

Alguns fundos de renda fixa, como os fundos DI ausentam a taxa de performance, pois geralmente possuem uma gestão passiva, ou seja, buscam apenas replicar a rentabilidade de um índice benchmark (como o CDI). Enquanto isso, fundos com gestão ativa, buscam superar a rentabilidade desses indicadores e por isso podem cobrar a taxa de performance, uma vez que seu trabalho geralmente é maior.

A composição de uma carteira de renda fixa é geralmente limitada a títulos pré, pós-fixados e híbridos. Os fundos alocam seu patrimônio em títulos públicos, como o Tesouro Selic Simples e Tesouro IPCA, ou títulos privados como debêntures, CDBs e etc.

Quando as aplicações são bem-sucedidas, e geram lucros, as cotas do fundo irão se valorizar e o contrário ocorre quando as aplicações não dão certo e as cotas perdem valor.

A cada relatório mensal distribuído aos cotistas, há a divulgação da performance do fundo, o percentual dos ativos e as mudanças realizadas. O investidor como cotista, acompanha os informativos divulgados pela gestora e verifica se a rentabilidade está de acordo com o esperado.

Tipos de fundos de renda fixa

Segundo a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), os fundos de renda fixa podem receber diferentes classificações de acordo com os ativos em que aplicam, seus prazos e suas diferentes finalidades e políticas de investimento. 

Confira as classificações:

Simples

A principal característica desse tipo de fundo é que ela deve manter no mínimo 95% de seus recursos aplicados em títulos públicos federais.

Essa opção foi criada para os pequenos investidores e os iniciantes, que desejam acesso a uma opção fácil, barata e segura de investimento, uma vez que os títulos públicos se encaixam nessas características. 

Os fundos também podem aplicar em papéis de instituições financeiras, com risco de crédito equivalente ao do governo e operações compromissadas (quando uma instituição financeira vende títulos de renda fixa a seus investidores, com a promessa de comprá-los de volta após um certo prazo), que envolvam apenas títulos públicos federais. Já investimentos no exterior ou concentração em crédito privado são proibidos nessa classificação, para proteger a volatilidade do fundo.

Por possuir baixo risco e facilitar o acesso a investidores, esses fundos dispensam a assinatura de termos de adesão e ciência de risco ao investir e também do teste suitability, que desenha o perfil de cada investidor, e é um processo obrigatório feito por bancos e corretoras que oferecem produtos de investimentos. 

Para baratear todos os custos de se investir em fundos de renda fixa simples, todos os documentos e informações do fundo geralmente ficam disponíveis na internet. 

Aqui na Pi, um dos fundos de renda fixa simples mais conhecido é o Pi Selic, que aplica em títulos públicos de baixo risco, com investimentos a partir de R$ 30 e taxa zero. 

Dívida externa

Este fundo de renda fixa aplica pelo menos, 80% de seus recursos em títulos da dívida externa do Brasil e, por regra, não podem alocar capital para ativos do país, salvo hipóteses especificadas e previstas na regulamentação do fundo.

Fundos referenciados

Esses fundos visam acompanhar de perto o desempenho de um índice de referência do mercado (benchmark) ou uma taxa de juros, investindo no mínimo, 95% de seus recursos em ativos que acompanhem a oscilação deste. Os mais comuns são os fundos referenciados DI, cuja finalidade é acompanhar de perto o desempenho da taxa CDI (benchmark comum de renda fixa).

Nesses casos, a carteira do fundo é composta majoritariamente por ativos que acompanham o CDI, como é o caso de títulos privados tais como CDBs, LCs, LCIs e LCAs.

Em geral, os fundos serão compostos por ativos de emissão pública ou privada que acompanham a variação e a performance do índice de referência escolhido.

Os fundos DI são conhecidos por possuírem alta liquidez, o que permite aos cotistas do fundo solicitarem e resgatarem o valor solicitado em um prazo curto, como por meio de resgate imediato ou D+1.

Por possuírem alta liquidez, os fundos referenciados também se tornam uma escolha vantajosa para os que desejam formar suas reservas de emergência, uma vez que os investidores terão acesso ao dinheiro de forma rápida quando necessário. 

Esses fundos devem manter 95% do patrimônio investido em ativos que acompanhem o benchmark indicado e 80% do patrimônio aplicado em títulos públicos federais.

Por outro lado os fundos não referenciados são aqueles que possuem maior liberdade para superar um determinado índice de referência e cuja a carteira pode optar, ou não, por possuir títulos que acompanham um índice específico

Eles tendem a possuir uma gestão mais ativa, que se aproveita dos movimentos do mercado (alta ou queda da taxa Selic, por exemplo), com o objetivo de elevar a rentabilidade da carteira e, logo, também podem possuir taxas maiores.

Fundos de crédito privado

Esses fundos permitem que um patrimônio acima de 50% seja aplicado em crédito privado, mas em sua designação precisa haver o nome “crédito privado”.

A nomenclatura irá deixar claro aos investidores que aquele fundo terá uma exposição maior ao risco de crédito, uma vez que ele terá apenas uma parcela menor de seu patrimônio em títulos públicos (considerados de menor risco).

Muitos fundos referenciados, alocam uma maior parte de seu patrimônio ao crédito privado, bem como outros tipos de fundos de renda fixa, como já vimos acima.

O cotista desse fundo de renda fixa deve estar ciente que irá se expor a riscos maiores e a uma possível menor liquidez. Por outro lado, as rentabilidades também poderão ser mais atrativas.

Alguns dos principais produtos de crédito privado são: Certificados de Depósito Bancários (CDB), debêntures, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito de Agronegócio (LCA), CRI, CRA ,Debêntures, entre outros. 

Por fim, os fundos de renda fixa também podem ser caracterizados como de curto ou longo prazo. 

Os de curto prazo possuem prazo de vencimento de no máximo 375 dias, e os de longo prazo, acima de 365 dias. Nesse último caso, o gestor consegue ter mais flexibilidade para compor sua carteira, além de poder optar por estratégias mais completas. 

Fundos de Debêntures incentivadas

As debêntures são títulos emitidos por empresas com objetivo de captar recursos que serão utilizados para o financiamento de capital de giro, expansão dos negócios, entre outros.

Os fundos de debêntures incentivadas,  são compostos majoritariamente por debêntures de infraestrutura, que se caracterizam por serem isentas do imposto de renda. 

Aqui, o investidor consegue ter acesso a um conjunto de debêntures incentivadas, o que minimiza o risco de uma perda total de patrimônio.

Taxa Selic e fundos de renda fixa

A Taxa Selic, ou taxa básica de juros, possui uma influência direta na rentabilidade dos fundos de renda fixa que investem em títulos públicos e privados. 

Quando a Selic está baixa, os títulos os quais os fundos investem, começam a pagar menos juros do que quando a Selic está em alta.

Dessa forma, os fundos irão sentir as variações da Selic de forma direta, pois uma vez que a Selic cai, os títulos os quais o fundo investe irão começar a pagar menos, e logo, os cotistas passarão a receber menos.

CDI e fundos de renda fixa

A taxa Selic Meta e a taxa CDI são sempre muito próximas umas da outra. O CDI por sua vez é sempre 0,10 pontos percentuais abaixo da Selic, ou seja, se a taxa de juros está atualmente em 3,75% a.a, o CDI está remunerando em 3,65% a.a. 

O CDI é o principal índice de referência de renda fixa, e dessa forma, muitos fundos são referenciados nessa taxa. Quando a taxa de juros está em queda, consequentemente o CDI também trará retornos menores.

Para contornar essa queda, muitos fundos tem buscado por uma estratégia ativa de suas carteiras, com o objetivo de oferecerem rentabilidades acima do 100% do CDI, como 110 ou 120%.

Vantagens e desvantagens dos fundos de renda fixa

Assim como em qualquer outro caso, é fundamental com que os investidores realizem uma análise das vantagens e desvantagens de cada tipo de ativo, para descobrir se ele de fato se encaixa em seus objetivos.

Conheça aqui algumas das principais vantagens e desvantagens: 

Vantagens: 

Desvantagens

Quando vale a pena investir em fundos de renda fixa?

Esse tipo de investimento é geralmente recomendado para investidores iniciantes, que querem sair da poupança, mas não possuem muito conhecimento sobre o mercado e ou querem manter seu dinheiro em algo sem grandes riscos. 

Para os que já possuem maior conhecimento sobre investimentos, pode valer a opção de aplicar diretamente na compra dos títulos públicos ou privados para não ter que pagar alguns valores, como a taxa de administração ou a de performance.

Vale sempre conhecer seu perfil de investidor, para que você entenda qual a sua aptidão a riscos. Alguns tipos de fundos descritos acima são mais comuns entre os investidores que não desejam expor seu patrimônio a um risco elevado , pois tem como características ativos lastreados em título do governo ou empresas com rating de crédito elevado.

Para muitos analistas, 2020 não é o ano de se investir em renda fixa, uma vez que os títulos públicos ou privados têm rendido cada vez menos, por conta da queda da taxa de juros. 

Por outro lado existe o consenso de que os fundos de renda fixa podem ser uma opção para os que desejam criar suas reservas de emergência, considerando a alta liquidez e segurança que muitos desses ativos possuem, e também para os que desejam diversificar suas carteiras de investimentos.

Como investir em fundos de renda fixa – passo a passo

Muitas corretoras atualmente possuem fundos de renda fixa disponíveis para o público em geral. Agora que você já aprendeu sobre os fundos, descubra como investir aqui na Pi. 

1° Abra sua conta na Pi 

Imagem da tela de cadastro.

Para abrir sua conta basta acessar esse link e você será direcionado para a página de abertura de conta. Leva apenas alguns minutos para finalizar o cadastro e tem taxa zero para manter seu dinheiro na conta. 

Após finalizar seu cadastro e confirmar algumas informações você já terá acesso a todos os investimentos da nossa plataforma.

2° Faça o teste suitability

Imagem do teste suitability

O teste de perfil de investidor é uma etapa obrigatória que todos os investidores devem preencher antes de começar a investir. 

Com ele você conhecerá qual seu nível de risco e os produtos que se encaixam melhor em seus objetivos. 

Mas não se preocupe, o teste não elimina a possibilidade de que o investidor aplique em produtos que não vão de acordo com seu risco. Ele apenas irá direcionar o investidor aos produtos que mais fazem sentido com seu nível de risco.

Após responder 10 perguntas, o teste estará completo e você poderá prosseguir. 

3° Faça uma TED para a sua conta Pi

Imagem com informações sobre a conta Pi

Para fazer a TED basta entrar na conta corrente do seu banco, selecionar o valor que deseja transferir para sua conta Pie transferir. 

Todos os detalhes como instituição, agência e conta que você irá precisar para realizar sua transferência você encontra na sua conta Pi. Na página principal clique em ‘adicionar saldo’.

Lembre-se de que uma TED que for realizada após às 17hr será processadas apenas no próximo dia útil. 

Leia mais: TED: o que é e como fazer

4° Escolha em qual fundo deseja investir 

Imagem da tela de produtos dos fundos de renda fixa da Pi

Após transferir seu dinheiro para sua conta basta seguir esses passos: página principal > investir > fundos de investimento > renda fixa e então escolher entre os mais de 40 fundos de renda fixa que temos na plataforma. 

Atente-se às informações básicas de cada fundo antes de tomar sua decisão. As principais informações são: a rentabilidade nos últimos 12 meses, a taxa de administração que é cobrada anualmente, junto com o aporte mínimo e a liquidez de cada fundo que se encontra no campo ‘resgate’. 

Para te ajudar a escolher um fundo de renda fixa a Pi também conta com o “Comparador de Fundos”, que compara diferentes fundos de investimentos, entre eles os de renda fixa. Com ele você tem acesso às rentabilidades dos fundos ao longo do tempo e como os Pontos Pi (nosso programa de cashback) faz diferença na rentabilidade final do fundo. 

Acessar comparador de fundos.

5° invista

Imagem de um fundo de renda fixa

Após escolher em qual fundo investir basta clicar nele para obter maiores informações. Role a página para baixo para ter acesso a todas as informações do fundo como taxas, impostos, movimentações, riscos entre outras. 

Após ler tudo, basta clicar em ‘Escolher investimento’ e você será direcionado a uma página onde irá definir o valor que pretende investir, ler e concordar com os termos de adesão e pronto! Você se tornará um cotista do fundo.

Observe que existem fundos de investimento da Pi que são aderentes ao nosso programa de cashback. Em outras palavras, além de ter o rendimento dos fundos, você ainda ganhará pontos que poderão ser convertidos em dinheiro e consequentemente aumentarão seus lucros.

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