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Fundos de ações: tudo o que você precisa saber

Francisco Holanda. 12/02/2020

O ano de 2020 é considerado, entre muitos investidores, como o ano para a renda variável e dentre as opções disponíveis para se investir nessa classe de ativos existem os fundos de ações

Com a economia crescendo, e as empresas em processo de expansão, cresce a vontade dos investidores em apostarem em ações para ganharem dinheiro. O grande impedimento para muitos, no entanto, é a falta de conhecimento sobre esse mercado, que pode ser um tanto complexo principalmente para investidores iniciantes. 

Aplicar em fundos de ações é uma maneira consideravelmente mais simples de se apostar na bolsa de valores, sem diretamente operar com compra e venda dos papéis.

Nesse post você vai entender tudo que precisa saber sobre fundos de ações, quais suas vantagens, desvantagens e muito mais: 

O que você irá conferir: 

O que são fundos de ações e como funcionam?

Como qualquer outro fundo de investimento, o fundo de ações é administrado por um gestor do mercado financeiro que irá tomar as decisões e criar as estratégias de compra e venda dos papéis. O papel do investidor na hora de aplicar em fundos é de apenas separar e investir o dinheiro e o restante será feito pelo gestor. 

Os fundos de ações têm como objetivo investir no mercado acionário. Por definição,eles precisam aplicar no mínimo 67% do patrimônio em ações negociadas em mercados organizados, como a bolsa de valores ou em ativos relacionados ao segmento de ações. 

Entre esses ativos relacionados encontram-se: certificados de depósito de ações, cotas de fundos de índice de ações, recibos de subscrição, cotas de outros fundos de ações ou BDRs (recibos emitidos no Brasil que representam ações que são negociadas no exterior).

Enquanto isso, o restante do patrimônio (33%), pode ser investido em outros tipos de ativos financeiros, como os de renda fixa.  

O funcionamento dos fundos de ações, assim de como de outros fundos são semelhantes a ideia de um condomínio. Você compra uma cota (apartamento) e paga ao gestor (síndico) para administrar o fundo (o condomínio) e todos os custos e benefícios são divididos igualmente entre os cotistas, de acordo com o valor investido.

Assim, ao investir nesses fundos, você aplica o valor desejado (respeitando o valor mínimo de aplicação do fundo) e o rendimento total irá consistir do desempenho dos ativos que compõem o portfólio do fundo.

O investidor pode resgatar suas cotas de acordo com a liquidez do fundos. Nesta etapa, ele irá repassar o valor investido e os rendimentos recebidos (caso possua) no período com as taxas e tributos devidamente descontados. 

A soma do dinheiro dos investidores que aplicaram no fundo é o que compõem o patrimônio do mesmo e que é administrado por um gestor profissional do mercado. É ele quem irá decidir como alocar os recursos do fundo, segundo políticas predefinidas. Quando as aplicações têm um resultado positivo, as cotas do fundo se valorizam e o contrário acontece quando seu desempenho é ruim. 

Leia também: Entenda de uma vez o que é liquidez nos investimentos

Como rendem os fundos de ações?

Uma característica comum dos fundos de ações é a volatilidade que eles possuem, em boa parte dos casos. As variações dos valores das cotas podem ocorrer de forma brusca, conforme os preços das ações variam no mercado.

Esses ativos geralmente possuem um nível de risco mais alto, e são mais comumente associados para quem possui o perfil de investidor arrojado. 

Como esses fundos investem em ações negociadas na bolsa, o seu rendimento irá acompanhar o desempenho delas no dia a dia. É muito comum com que esses fundos sigam algum índice de referência do mercado de renda variável, como o Ibovespa. Por isso, para saber se um fundo está tendo um bom desempenho ou não, é fundamental comparar a rentabilidade dele com a desses índices. 

O índice Ibovespa é um dos benchmarks mais utilizados para o mercado de ações brasileiro . Isso significa que o gestor do fundo irá procurar comprar e vender papéis de modo que a rentabilidade do fundo siga de perto, ou supere, o índice.

Esse índice é basicamente uma carteira teórica de ações que contém os ativos que movimentam os maiores volumes de negociação na bolsa. 

Vídeo: O que é Ibovespa?

Custos e impostos dos fundos de ações

Assim como qualquer outro ativo, os fundos também possuem taxas e impostos que incidem sobre eles. As taxas cobradas servem para remunerar as gestoras responsáveis por administrar seu dinheiro. É necessário que sempre se faça uma avaliação criteriosa dos custos para saber se os valores são muito elevados e podem ou não impactar a rentabilidade do investimento.

A taxa mais comum cobrada por fundos, não apenas de ações, é a de administração que irá incidir sobre o patrimônio mantido pelo investidor no fundo. Ela, como dito anteriormente, remunera o gestor pelo trabalho feito.  E é geralmente divulgada com um percentual anual, provisionada diariamente e cobrada mensalmente de forma proporcional. 

Confira onde se encontra a informação da taxa de administração nos fundos da Pi Investimentos. 

Outra taxa que pode incidir sobre os fundos é a de performance, que é como um prêmio ao gestor do fundo quando a sua rentabilidade supera a do seu benchmark (normalmente o Ibovespa). Ou seja, se a meta de desempenho for de 20%, e o fundo conseguir 30%, a taxa de performance será cobrada – apenas sobre o excedente, ou seja sobre os 10%. Essa taxa no entanto, pode ou não ser cobrada, a depender de cada fundo. 

Já sobre impostos, apenas incide sobre os fundos de ações o Imposto de Renda (IR).

O Imposto de Renda recai sobre a rentabilidade e a alíquota é de 15% cobrada na fonte, ou seja, o investidor não precisa tomar nenhuma ação, a cobrança é realizada de forma automática. 

Ao contrário de outros fundos, como os de renda fixa e multimercado, onde a cobrança ocorre de forma semestral em forma de come cotas, nos fundos de ações o Imposto de Renda só é cobrado no momento do resgate das cotas. 

Fundos de ações com gestão ativa x gestão passiva

Os fundos de ações são geralmente classificados em dois grandes grupos. Eles podem ser considerados como fundos ativos ou passivos. 

Os fundos com uma gestão ativa são aqueles que buscam superar o índice benchmark que eles acompanham, que nesse caso geralmente é o Ibovespa. Então, eles são chamados de ativos porque para conseguir superar o benchmark eles terão de traçar uma estratégia específica com a realização de diversas operações.

Já os fundos passivos possuem o objetivo de acompanhar e replicar a rentabilidade do benchmark que utilizam, seja ele um índice ou uma ação específica.

Por conta da diferença entre os dois grupos, os custos de investir também mudam. Os fundos ativos, que demandam um maior trabalho de análise e geralmente com equipes maiores, cobram por taxas mais altas e ainda possuem mais chance de cobrar a taxa de performance. Já os fundos passivos, onde o trabalho do gestor geralmente é mais operacional, as cobranças podem ser mais baixas.

Tipos de fundo de ações

Dentro dos fundos de ações há uma grande variedade de estratégias diferentes que podem ser utilizadas pelos gestores. Mesmo possuindo, em comum, o fato de aplicarem no mercado de ações, os fundos têm a liberdade de criarem uma estratégia com carteiras diversas, que podem apresentar desempenhos completamente diferentes uns dos outros. 

Para facilitar a compreensão dos investidores na hora de escolher um fundo, a Anbima, que representa as instituições do mercado de capitais brasileiro, agrupa os fundos de ações em algumas categorias, que irão representar as principais estratégias adotadas por eles. 

Confira as mais conhecidas:

Small Caps

Os fundos de small caps investem no mínimo 85% do patrimônio em ações de empresas com baixa capitalização de mercado, e que geralmente não possuem a mesma liquidez das grandes empresas. São consideradas small caps, de acordo com Anbima, os papéis que não estão entre as 25 maiores participações do índice Brasil (IBrX), um dos índices de ações da B3.

Esses fundos além de uma menor liquidez costumam também ser mais voláteis pois não são negociados tão amplamente como os grandes papéis, e por isso, sobressaltos nas suas cotações são frequentes.

Já os outros 15% do patrimônio do fundo podem ser investidos em ações de maior liquidez ou capitalização do mercado, desde que essas ações não sejam umas das dez maiores representações do IBrX.

A estratégia de fundos de ações de small caps é baseado na espera de que as ações dessas empresas irão se valorizar e ter uma alta expressiva no longo prazo, o que muitas vezes não ocorre com as big caps, que já são empresas mais consolidadas no mercado e podem não ter altas tão expressivas.

Por outro lado, o risco de se investir em small caps é o de que essas empresas podem não crescer conforme o esperado, o que pode ocorrer visto que elas possuem baixo valor de mercado e não são negociadas com a mesma frequência das grandes empresas. 

Fundos setoriais

Esses fundos de ações investem em companhias de um setor específico ou de um conjunto de setores interligados da economia. Alguns exemplos são:energia, varejo ou infraestrutura. 

Para essa estratégia, é necessário que o gestor deixe claro em suas políticas de investimento quais serão os critérios para a escolha dos setores, subsetores ou segmentos que se encaixem nessas aplicações. 

No caso desses fundos, alguns analistas consideram não haver muitas vantagens em se efetuar aplicações por meio desse veículo. O trabalho do gestor, nessa estratégia, é basicamente o de comprar ações de um mesmo setor, caso o fundo receba algum aporte, e vender os papéis em caso do fundo sofrer algum resgate. 

Nesses casos, muitos investidores optam pela compra e venda de ações de forma direta, para economizar a taxa de administração. Além disso, se essas ações pagam dividendos, os acionistas pessoas físicas são isentos de Imposto de Renda (IR), mas se a aplicação for por meio de fundos, o investidor pagará 15% de IR sobre os rendimentos totais. 

Fundos de dividendos

Esses fundos buscam investir em ações com bom histórico de distribuição de dividendos, que é uma parcela dos lucros que as empresas distribuem aos seus acionistas. 

Historicamente é possível observar que os setores como o de utilities (serviços públicos) e elétrico costumam apresentar uma taxa de retorno (dividend yield) com proventos, geralmente elevada. 

Nessa estratégia, o gestor busca além da rentabilidade que pode ocorrer por meio da valorização das ações, também uma rentabilidade por meio do pagamento desses dividendos. 

Fundos específicos

Esses fundos recebem esse nome, pois adotam uma estratégia de investimento com características específicas e que pode divergir do regulamento utilizado pelos demais fundos do mercado. Ele pode ser segmentado em:

Investimento no exterior

Nesse método, os fundos aplicam em ativos fora do Brasil cerca de 40% de seu  patrimônio líquido, ou seja, investem em investimentos de capital estrangeiro. 

Essa estratégia permite aos gestores buscarem por oportunidades ao redor do mundo e analisarem onde estão as empresas que podem trazer maiores rendimentos, não apenas no Brasil. 

Nesses fundos, as taxas cobradas também podem ser maiores, pois o gestor poderá ter muito mais trabalho de além do setor doméstico, também realizar análises do setor externo.

Leia também: Como investir em ativos globais?

Fundos de valor/crescimento

São os fundos que baseiam suas carteiras em empresas com potencial de crescimento. Nesse caso, o gestor prioriza a compra de papéis que estão com baixo valor patrimonial mas que possuem alta capacidade de valorização ao longo do tempo. 

Essa estratégia geralmente aproveita a baixa de papéis que possuem alto valor patrimonial, na espera de que eles voltem a subir no longo prazo, como é o caso de grandes empresas, que ao passarem por crises internas, desvalorizam suas ações, mas que tendem a voltar a crescer ao se estabilizarem novamente. 

Sustentabilidade/Governança

Essa estratégia tem seus ativos voltados para empresas bem gerenciadas ou que possuam iniciativas voltadas para responsabilidade social e sustentabilidade do negócio ao longo do tempo.

Fundos livres

Diferentemente dos outros ativos, esses fundos não possuem o compromisso de alocar investimentos de acordo com uma estratégia específica. O gestor pode aplicar o patrimônio em qualquer ativo, desde que seus detalhes estejam especificados no regulamento. 

Para ter acesso a fundos de ações com estratégias diversas, basta abrir sua conta na Pi Investimentos

Como escolher o fundo de ações mais adequado para você?

A escolha de um fundo de ações para sua carteira deve ir além de uma simples análise de rendimento. É importante que os investidores tenham em mente a frase clichê de que “rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro”, ou seja, o investidor não deve se basear apenas nas últimas rentabilidades do fundo para realizar sua escolha, pois os retornos no futuro podem (e provavelmente irão) mudar. 

Obviamente, se o fundo escolhido for bem gerenciado e traz um bom histórico de rendimento, há uma grande chance de que ele continue apresentando resultados satisfatórios, mas isso nem sempre pode acontecer. 

Mas antes de escolher qualquer investimento, é fundamental você saiba qual seu perfil de investidor, para que entenda qual seu apetite a riscos. Os fundos de ações geralmente possuem um nível de risco maior, que pode variar entre moderado e agressivo. Vale então avaliar qual a sua tolerância a riscos antes de investir. 

Por exemplo: Imagine que ao investir em um fundo de ações você poderá perder 20% do total aplicado. O que você faria nessa situação? Aplicaria mais ou resgataria o restante? 

Esse tipo de pergunta faz com que você entenda se está pronto para investir nesse tipo de ativo ou não. Além disso, também vale avaliar o prazo de liquidez dos fundos de ações, que geralmente são maiores e podem fazer com que o repasse do seu dinheiro demore mais tempo. 

Por fim, avalie o custo a se investir nesse tipo de fundo, confira e compare taxas de administração e de performance para saber se está pagando valores justos, de acordo também com a qualidade do trabalho do gestor. 

Para comparar a rentabilidade dos fundos, você pode utilizar o comparador da Pi, que te ajuda a entender o desempenho passado de diversos fundos diferentes, dentre eles, os de ações. 

Investir em ações ou fundos de ações?

Uma das maiores vantagens em se investir em fundos de ações é poder contar com a gestão de um profissional do mercado que irá tomar as decisões sobre investimentos a partir de uma série de análises e técnicas. 

Dessa forma, investir nesses fundos é uma opção para quem quer investir na bolsa mas não possui muito conhecimento sobre o assunto. O gestor do fundo terá acesso a uma quantidade muito maior de informações na hora de tomar suas decisões, de compra e venda, e ainda terá um time de analistas que poderão fazer um trabalho de análise técnica sobre cada ação. 

Por outro lado, os muitos fundos também impossibilitam os investidores de interferirem nas decisões e na estratégia do fundo e isso pode não ser ideal para investidores.que já possuem conhecimento no mercado e desejam tomar suas próprias decisões.

Por isso, para investidores mais experientes vale avaliar a opção de atuar com compra e venda de ações diretamente na bolsa, o que irá permitir uma maior liberdade de escolha ao tomar decisões. 

Dentre as vantagens de se investir diretamente na bolsa, o investidor também não precisará pagar algumas taxas que são cobradas por fundos, como a de administração e a de performance. 

A tributação também é diferente. É considerada mais simples nos fundos de ações, pois o IR é cobrado apenas na hora do resgate das cotas. Já para quem investe diretamente na bolsa, é necessário calcular mensalmente quanto se deve ao fisco, além da necessidade de se emitir e quitar uma Darf (documento de arrecadação de receitas federais).

Com os fundos de ações também há a vantagem de se ter uma carteira de ações de forma mais acessível, pois muitas vezes o custo da sua cota é menor do que a compra de cada um dos papéis.

E outro ponto atrativo dos fundos de ações é a diversificação, pois com eles o investidor pode ter ganhos mais equilibrados e consistentes, uma vez que o gestor tem a liberdade de diversificar o portfólio do fundo. Em momentos de distúrbio do mercado, possuir um portfólio diversificado pode amenizar as perdas de capital.

Quando vale a pena investir em fundos de ações?

No momento atual, com a taxa Selic em sua mínima histórica, os investimentos em renda variável tem atraído cada vez mais a atenção dos investidores. 

Com os investimentos em renda fixa (poupança, Tesouro Direto e títulos privados) trazendo cada vez rendimentos menores, muitos analistas acreditam que o cenário atual está propício para investimentos em ações para os que buscam maiores retornos. Como dito anteriormente, os fundos de ações são uma opção para quem deseja investir, mas não possui tanto conhecimento sobre o mercado.

A economia está crescendo no país, e as empresas terão mais espaço para se expandir o que consequentemente poderá causar uma valorização de suas ações.

Os fundos de ações são indicados para objetivos a médio e longo prazo, e um dos métodos mais conhecidos para definir o quanto deve-se alocar para esse tipo de ativo (com alto risco) é a regra dos 100. Confira como ela funciona:

O investidor precisa deduzir a sua idade do número 100. O resultado irá dar uma ideia do quanto de seu patrimônio deverá ser direcionado a investimentos de risco, como esses fundos. Alguém com 20 anos, portanto poderia destinar 80% dos seus investimentos para aplicações de risco. Já alguém aos 50 anos deveria reduzir essa parcela para 50%.

Como escolher o melhor fundo de ações?

Como dito anteriormente, a rentabilidade não é a única característica a ser analisada na hora de escolher um fundo de ações. Confira alguns aspectos importantes antes de tomar uma decisão. 

Liquidez

O prazo de resgate das cotas é um fator fundamental a ser avaliado na escolha de um fundo. Isso geralmente é encontrado no regulamento do fundo, mas em algumas plataformas como a Pi, essa é uma das primeiras informações a serem encontradas, como você confere na imagem a seguir: 

Na imagem é possível ver que o resgate das cotas acontece em D+32, ou seja, o investidor irá fazer a solicitação de resgate, e após 32 dias ele irá receber seus recursos. 

Além disso, no regulamento dos fundos o investidor também encontra especificado a data de conversão (quando o cálculo do valor das cotas será feito para o pagamento das cotas) e a data de pagamento (quando os recursos estarão efetivamente disponíveis ao investidor). 

Os prazos para fundos de ações são geralmente altos como o da imagem acima, ou até ainda maiores como D+90. Fundos que investem em small caps, por exemplo, podem possuir datas de conversão e pagamento mais estendidas, uma vez que suas ações costumam ter baixa liquidez. 

Risco

Após conhecer seu perfil de investidor você terá uma maior consciência da sua tolerância a risco. Os fundos de ações, por serem classificados como investimentos em renda variável,  podem apresentar um risco elevado de volatilidade, ou seja, a variação do valor da cota pode ser grande e rápida.

Por conta dessa volatilidade, o potencial de retorno dessas cotas também pode ser alta. Por isso, é importante que o investidor considere um equilíbrio entre o risco e chance de ganhos.

Rating e avaliações

Outra forma de saber se você está escolhendo por um bom fundo de ações é procurar por avaliações externas de casas de análise ou especialistas sobre os fundos. Normalmente essas casas analisam de forma objetiva, a rentabilidade e nível de risco dos fundos para indicar os melhores do mercado. 

A casa de análise americana Morningstar, por exemplo elabora o rating de fundos. Ela atribui em até cinco estrelas cada fundo avaliado e assim, ajuda os investidores a decidirem onde podem aplicar. 

Alguns aspectos que podem nortear uma casa de análise para que elas realizem suas avaliações são: a rentabilidade em comparação a algum índice benchmark (como o Ibovespa), as taxas do fundo e sua volatilidade. 

Essas casas de análise não apenas avaliam fundos de ações, como também fundos multimercados, renda fixa ou e imobiliários. Mas, vale destacar que risco e retorno são, em boa parte, aspectos avaliados por essas casas.

Aplicação mínima

Todos os fundos de investimentos possuem um valor de aplicação mínima, que o investidor deve aportar na primeira vez em que investe. Esse valor poderá variar de acordo com o nível de sofisticação da cada carteira e os riscos envolvidos em cada estratégia. 

Geralmente, os fundos de ações que são voltados para um público maior, costumam exigir aplicações iniciais mais baixas. Em geral, já é possível encontrar opções com aplicação mínima de R$ 500 ou R$ 1000. Já as carteiras mais rebuscadas podem cobrar aplicações iniciais com valores maiores como R$ 5.000, R$ 10.000 ou R$ 50.000.

Muitos fundos são voltados apenas para investidores qualificados, que são aqueles que possuem um patrimônio líquido investido acima de 1 milhão de reais ou pessoas que tenham sido aprovadas por exames de qualificação técnica.

Alguns fundos também irão estabelecer um valor mínimo para suas movimentações, como novos aportes, que deverão ser obedecidas como faixa de corte. 

Performance e rentabilidade

Por último mas não menos importante, também é fundamental com que o investidor conheça o histórico de desempenho dos fundos de ações em que deseja investir. A análise da rentabilidade passada permite identificar como esse fundo vem se comportando no mercado ao longo do tempo e como ele responde às altas e baixas do mercado, para que o investidor entenda melhor sobre a volatilidade do fundo. 

No site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é possível encontrar a rentabilidade de todos os fundos de ações mas essa também é repassada diretamente pelos administradores dos fundos para seus cotistas por meio de documentos como a lâmina. 

Os 10 fundos de ações mais rentáveis de 2019

Em setembro de 2019, o Valor Investe elaborou, com ajuda do economista Marcelo d’Agosto, os 10 fundos de ações com as maiores rentabilidades acumuladas no ano (até o fim de setembro). Confira a lista:

Fonte: Valor Investe dia 03/02/2020.

Dentre esses fundos, seis deles você encontra  na plataforma da Pi Investimentos. 

Para conferir esses e outros produtos, acesse nossa plataforma

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