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5 diferenças entre títulos públicos e privados

Francisco Holanda. 21/10/2019

O mundo de investimentos em renda fixa oferece diversas possibilidades, com diferentes taxas de retorno e risco. É possível aplicar o dinheiro em bancos, empresas e até no próprio governo (por meio de títulos públicos).

Para entender melhor esse assunto, separamos as cinco principais diferenças entre um título público e um título privado, abordando rendimento, riscos, custódia do dinheiro e as opções de cada modalidade. Boa leitura! 

1. Quem oferece cada título

Títulos públicos são opções de investimento oferecidas pelo governo brasileiro. O país emite esses títulos a fim de arrecadar recursos necessários para cobrir contas ou investir em algum setor.

Por outro lado, bancos e empresas também podem oferecer aplicações financeiras, que são os chamados títulos privados, relacionados à renda fixa (não entram aqui investimentos em ações, por exemplo). 

2. Quais títulos estão disponíveis em cada categoria

No ambiente dos títulos públicos, o Tesouro Direto é o mecanismo pelo qual pessoas físicas conseguem emprestar dinheiro para o governo. Dentre as opções, temos investimentos pré e pós-fixados:

Fonte: Tesouro Nacional

No meio dos títulos privados, existem investimentos oferecidos por bancos e empresas:

Leia mais sobre: Tesouro Selic: o que é como funciona e quais suas vantagens e desvantagens

3. Com quem fica o dinheiro

A custódia do dinheiro é um fator importante, pois diz respeito à segurança de cada investimento. No caso dos títulos públicos, quem recebe o dinheiro é o próprio governo brasileiro.

Porém, para um título privado, a resposta é mais complexa. Cada produto de investimento está atrelado a uma instituição financeira diferente, como bancos e empresas.

4. Riscos

Quando se fala em riscos para aplicações em títulos públicos e privados, os argumentos vão direto ao ponto. Ao emprestar dinheiro para o governo, podemos considerar que estamos lidando com os investimentos mais seguros.

A razão disso pode ser explicada pelo fato de que o Estado possui autonomia sobre a impressão de papel-moeda. Portanto, é possível considerar que nunca faltará dinheiro para pagar os investidores do Tesouro Direto.

Por outro lado, um título privado está sob responsabilidade de outras instituições. Nesses casos, os riscos são maiores, mas também dependem de muitos fatores.

Quanto maior o risco de um investimento, maior deve ser a taxa de retorno, para que ele se torne atrativo.

Produtos de investimento oferecidos por bancos, por exemplo, possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como mecanismo de proteção no caso das instituições que não puderem honrar seus compromissos financeiros. 

Por fim, quando investimento está alocado em uma empresa, as garantias vão depender da saúde financeira da organização.

5. Rendimentos

Os rendimentos são as maiores diferenças entre títulos públicos e privados. Isso porque, analisando a relação risco x retorno, as pessoas só apostam em produtos de maior risco se o retorno esperado também for maior.

Sob essa lógica, como os títulos públicos oferecem segurança máxima, é de se esperar que um título privado, a fim de atrair investidores, ofereça melhores taxas de rentabilidade.

Ainda dentro do mundo privado, é possível diferenciar as taxas de rendimento oferecidas por instituições maiores, como grandes bancos, daquelas que não possuem capital tão expressivo. Em geral, bancos menores costumam oferecer investimentos com taxas mais atrativas, por possuírem menor solidez financeira.

A decisão de investir em um título público ou privado deve levar em consideração muitos fatores, dependendo dos riscos que os investidores estão dispostos a assumir e do retorno que esperam.

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