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Como ficam seus investimentos quando a bolsa cai?

Jenifer Corrêa. 27/02/2020

É preciso ter muito sangue frio para enfrentar os dias de caos no mercado financeiro, como o que vimos nesta semana. Na Quarta-feira de Cinzas, pós-Carnaval, as bolsas de valores derreteram pelo mundo, em meio às preocupações com a disseminação global do coronavírus.

Nesses momentos, é muito comum ver investidores assustados e perdidos, sem saber como lidar com seus investimentos. É o seu caso?

Então, o primeiro passo agora é manter a calma. O mercado de ações é volátil por natureza e, por isso, é muito comum que determinados acontecimentos, especialmente os que têm impacto global, estimulem esse vai e vem dos preços das ações.

O segundo passo é buscar informação com quem entende do mercado. E, se você chegou até aqui, é porque já está nesse movimento, o que, por si só, já é uma ótima notícia.

Não estamos querendo aqui reduzir o impacto do coronavírus que é, sim, alarmante. Entretanto, não podemos esquecer que a volatilidade e o ajuste de preços fazem parte do dia a dia do mercado.

Na prática, isso significa que quando as ações sobem muito, é natural esperar que elas caiam em algum momento, aproveitando o contexto de uma notícia negativa. Vale lembrar que nos últimos quatro anos, o Ibovespa acumula alta de quase 300%, sem ter enfrentado grandes crises. Até a última quarta-feira, pelo menos.

O CIO e sócio da TAG Investimentos, Dan Kawa, reconhece que houve um ajuste de preços, na esteira das recentes notícias negativas relacionadas ao coronavírus. Entretanto, ele também faz um alerta em relação aos impactos dessas notícias sobre a economia real.

“Os ativos aparentam estar com preços mais ajustados, mas estamos no meio de um processo e não sabemos ainda o real impacto sobre a economia. Nestes momentos, é sempre difícil prever até onde irá a correção”, pondera.

Para além do coronavírus, Dan cita as notícias negativas vindas de algumas empresas, que têm reconhecido que suas metas de resultados não serão atingidas este ano. Paralelamente, ele pontua que algumas fábricas já estão interrompendo a produção, seguindo uma tendência global de desaceleração.

Mas e agora? Como o investidor deve agir daqui para a frente?

Vale destacar que os momentos de queda do mercado podem esconder boas oportunidades para começar a investir no mercado de ações, aproveitando os preços mais baixos. No entanto, Dan recomenda cautela entre os investidores, especialmente no curto-prazo.

“O fluxo de notícias segue negativo, com novos países anunciando seus primeiros casos e outros já assolados pelo coronavírus divulgando uma aceleração de infectados. O mercado deverá continuar seguindo as notícias em torno do vírus e sua repercussão na economia global”, afirma.

Para as próximas semanas, o Dan afirma que as dúvidas ainda são maiores do que as certezas e, por isso, o investidor deve esperar maior volatilidade a curto-prazo. Para  longo-prazo, entretanto, o gestor está otimista, acreditando que os desafios serão superados.

Se por um lado, os Estados Unidos acabaram de registrar seu primeiro caso de coronavírus, por outro, a própria China divulgou que espera que o surto esteja sob controle até o fim de abril, reconhecendo que o número de incidências do vírus reduziu na última semana.

Nesse meio tempo, o mercado brasileiro deve continuar acompanhando de perto o movimento do mercado externo. Portanto, a atenção ao noticiário global será determinante para entendermos qual será o movimento da bolsa brasileira nas próximas semanas.

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