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4 investimentos para sair da poupança ainda em 2020

Francisco Holanda. 25/09/2020

A poupança continua sendo o investimento favorito da maioria dos brasileiros. Segundo dados do Banco Central de 2018, cerca de 157 milhões de brasileiros, ou 7 a cada 10, ainda investem nesse ativo. 

De acordo com levantamento do Valor Investe, só em maio de 2020, a poupança arrecadou R$ 37,20 bilhões, mais que o dobro do que foi depositado no ano inteiro de 2019 (R$ 13,32 bilhões).

Atualmente, com a taxa Selic em sua mínima histórica (2% ao ano), a poupança passa a render cada vez menos e já é considerada um dos investimentos com menor retorno no mercado. 

Até o momento em que esta matéria foi escrita, a poupança possui um rendimento de apenas 1,40% a.a. Como exemplo, imagine que você decida investir R$ 1.000 na poupança. Em um ano, você terá o retorno de apenas R$ 1.014,00. 

Os investidores que aplicam na poupança, são geralmente aqueles mais conservadores, com certa aversão ao risco, que buscam alta liquidez (facilidade para sacar o dinheiro) e ou pouco conhecimento sobre o mercado financeiro. 

Por isso, nessa matéria, você conhecerá algumas opções de baixo risco, com rendimento superior a poupança e com aplicação simples aqui pela Pi. 

Confira:

#1 Certificado de Depósito Bancário (CDB) 

O CDB é um título de renda fixa no qual o investidor empresta seu dinheiro a uma instituição financeira, e em troca, após período pré-determinado, o investidor recebe o valor de volta com o acréscimo de juros. 

Mas quanto rende um CDB? 

A resposta é: depende

Depende, porque boa parte dos títulos de renda fixa, como os CDBs são atrelados à taxa DI ou CDI, como é mais conhecida. Quando um título oferece uma rentabilidade de 100% do CDI, significa que ele entregará o valor dessa taxa como rentabilidade. 

Geralmente, o valor do CDI é próximo ao valor da taxa Selic. Atualmente, com a Selic em 2%, o 100% do CDI entrega 1,90% ao ano. Daí fica simples de entender:

A poupança oferece 1,40% ao ano, enquanto o 100% do CDI oferece 1,90% a.a.

Confira o exemplo a seguir.

InvestimentoValorTempo de aplicaçãoRendimentoValor final
PoupançaR$ 10.0002 anos1,40% a.a (70% da Selic)R$ 10.280
CDBR$ 10.0002 anos 1,65 a.a (100% do CDI com desconto de 17,5% de IR)R$ 10.330

Dessa forma, você pode observar que, o investidor que aplicou no CDB ao invés da poupança, teve um retorno maior de R$ 50, mesmo após o desconto da alíquota do Imposto de Renda. 

Vale lembrar, que é comum encontrar CDBs que ofereçam uma rentabilidade maior do que 100% do CDI, como 120% ou chegando em opções de até 170%. Nesses casos, no entanto, o valor provavelmente deverá permanecer aplicado por um período maior. 

Além da forma de rentabilidade explicada acima, conhecida como pós-fixada, na qual o rendimento do título acompanha as variações do CDI, o investidor também poderá encontrar CDBs com rentabilidade prefixada. 

Em ativos prefixados, o investidor sabe no momento da compra do título o valor da taxa de juros que irá receber no vencimento, por exemplo: 3% ao ano. Dessa forma, ele consegue calcular, junto ao valor investido, qual será o seu retorno após o prazo determinado. 

De uma forma ou de outra, a rentabilidade de um CDB dificilmente será menor do que a poupança, o que consequentemente torna o ativo mais atrativo. 

#2 Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) 

Muito similares aos CDBs, as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio, são títulos de renda fixa destinados a captar recursos que financiem os setores imobiliário e agrícola. 

Quando agricultores ou donos de imóveis vão ao banco pedir por empréstimos para investirem em seus respectivos negócios, esse valor poderá ser financiado com recursos vindos de LCAs e LCIs emitidas e comercializadas pelo banco. 

A principal vantagem desses dois títulos é a sua isenção de Imposto de Renda, o que os tornam mais lucrativos ao final da aplicação. 

Além disso, outra vantagem desses títulos, assim como com o CDB, é a sua proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege os investidores em aplicações de até R$ 250 mil por instituição financeira e CPF, em caso da instituição vir a falir. Na prática, isso significa que se a instituição quebrar, seu dinheiro será ressarcido, com o acréscimo da rentabilidade. 

A rentabilidade oferecida por esses títulos é similar ao de um CDB, ou seja, você poderá encontrar opções que perseguem o índice do CDI (100%, 120% do CDI) ou alternativas prefixadas, na qual o investidor saberá no momento da aplicação o valor que receberá de juros. 

Essas letras de crédito, no entanto, possuem uma liquidez menor, onde geralmente só é possível resgatar o valor no momento de vencimento do título. Por isso, mesmo com uma rentabilidade maior do que a poupança, garanta que você não precisará do dinheiro aplicado até o vencimento do título. 

#3 Tesouro Selic 

O Tesouro Selic é um título público oferecido por meio do Tesouro Direto, no qual o investidor empresta seu capital ao governo e recebe o valor com juros ao final da aplicação. Como o próprio nome sugere, o Tesouro Selic tem a sua rentabilidade atrelada à taxa Selic, ou seja, atualmente entrega um valor de cerca de 2% ao ano. 

Esse título é uma aplicação geralmente mais rentável que a caderneta de poupança, pois este entrega 100% da Selic, enquanto a poupança, apenas 70%, como visto anteriormente. Além disso, o Tesouro Selic possui uma aplicação inicial de apenas R$ 100 e também possui liquidez diária, o que permite ao investidor sacar o dinheiro quando necessário.

Por fim, mesmo que não possua a garantia do FGC, como os demais títulos acima, esse título público possui um risco de crédito baixo pois é garantido pelo próprio Governo Federal, o melhor credor do mercado brasileiro. 

#4 Fundos DI

Os fundos DI funcionam como os demais tipos de fundos de investimento, onde você investe seu dinheiro, junto a outros investidores, em uma gestora que irá administrar e aplicar seu dinheiro de acordo com uma estratégia pré-estabelecida. 

Os fundos referenciados DI, são fundos de renda fixa que obrigatoriamente devem possuir ao menos 95% de seu patrimônio total investido em títulos atrelados ao CDI ou à Selic. Dessa forma, um fundo DI investe em títulos públicos ou privados, ambos de baixo risco obrigatoriamente.

Por ser um fundo que visa ativos de baixo risco, as rentabilidades também são menores, quando comparado por exemplo, a fundos de ações, que investem em um mercado muito mais arriscado e volátil. Por outro lado, boa parte dos fundos DI, ainda conseguem oferecer retornos superiores à poupança.

O baixo risco, é uma das características mais conhecidas desse tipo de fundo, uma vez que ele aplica em sua boa parte, em títulos públicos, que são garantidos pelo Tesouro Nacional, e em títulos privados com baixo risco de crédito.

Gostou da matéria? Conheça todas as alternativas descritas acima no catálogo da Pi. 

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