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Pi + Toro: uma nova era começa agora

É oficial! O Banco Central, após análise sobre a negociação entre a Pi e a Toro Investimentos, aprovou a união das atividades entre as duas empresas.

A Pi distribui fundos de investimentos e títulos de renda fixa. A Toro, uma das principais corretoras independentes do país em renda variável, chega para aumentar a nossa oferta de produtos. Tudo isso foi pensado para que você tenha ainda mais alternativas de investimentos em um só lugar. 

Clientes e parceiros Pi podem ficar tranquilos. Por enquanto, nossa plataforma, serviços e atendimento continuam iguais. Estamos preparando os próximos passos dessa união e, assim que tivermos mais novidades, nós vamos te informar. 

Para ver mais detalhes sobre esta novidade acesse: https://somospi.com.br/

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Ciclo de alta da Selic tem início

Por Eduardo Jarra, Head de Macro e estratégia da Santander Asset Management.

Ao subir a taxa Selic em 0,75%, o Copom iniciou um ciclo de aperto dos juros, o que não ocorria em muito tempo. Em julho de 2015, a Selic subiu para 14,25%, encerrando aquele ciclo de elevação. Desde então foram dois ciclos de afrouxamento monetário, até a Selic atingir 2,0%, em agosto passado. Este mínimo histórico resultou da combinação entre a crise sanitária e uma economia com excesso de ociosidade e inflação muito baixa, com o Copom buscando reequilibrar os riscos.

Como os números de casos e óbitos infelizmente deixam claro, a pandemia do Covid-19 prossegue firme nesse estágio inicial da vacinação. A despeito disso, temos uma postura diferente por parte do Banco Central. Por quê?

Primeiro, a atividade econômica está numa situação diferente da observada em boa parte do ano passado, sugerindo não necessitar de um grau extraordinário de estímulos. Após a expressiva contração econômica no 1º semestre, tivemos importante recuperação na segunda metade de 2020, ainda que desigual entre setores, com os serviços ainda particularmente deprimidos. É provável que o recente endurecimento das medidas de restrição afete negativamente a economia, mas possivelmente não na mesma intensidade de 2020.

Além disso, apesar das restrições fiscais, o governo tem instrumentos eficientes pela ótica de políticas públicas para oferecer suporte à população e às empresas. Por exemplo, se a situação piorar adicionalmente, pode ocorrer prorrogação e/ou aumento no valor do auxílio emergencial, por ora orçado em R$ 44 bilhões para 2021.

Segundo, temos um contexto diferente para a inflação. É verdade que a economia trabalha com alto nível de ociosidade, o que deveria contribuir, em princípio, para uma inflação baixa. No entanto, não é isso que os dados correntes e as expectativas vêm mostrando. O próprio modelo do Banco Central já mostra um IPCA ao redor de 5,0% para este ano, portanto acima do centro da meta (3,75%). Isso traz o risco de o IPCA superar os 5,25% em 2021 (teto da banda) e de as expectativas para 2022 começarem a se mover para cima da meta de 3,5% desde já.

Esse comportamento da inflação, tão distinto do esperado algum tempo atrás, reflete diferentes fatores. O principal é o forte aumento de preço das commodities internacionais que, juntamente com a depreciação do Real, tem exercido forte pressão sobre os preços locais. Em particular, temos elevada inflação nos grupos de alimentação e de combustíveis, além de pressões de custo no setor industrial. A inflação de bens industriais também reflete certo desequilíbrio da oferta e demanda, com a primeira afetada pelas medidas de restrição no Brasil e no mundo e a segunda, pela maior procura em virtude dos programas de transferência do governo e da mudança na cesta de consumo das famílias, com mais bens e menos serviços.

Boa parte dessa pressão tende a se dissipar pelos próximos meses, especialmente se a moeda retornar para níveis mais compatíveis com os fundamentos de médio prazo. Mas é fato que a pressão de curto prazo tem durado mais que o inicialmente esperado e que a folga do Banco Central em termos de projeção de inflação versus a meta se exauriu.

Nesse contexto, a credibilidade do Banco Central é fundamental para evitar que pressões que seriam a princípio pontuais e/ou temporárias se propaguem para horizontes mais longos. Daí a importância de o Banco Central ter iniciado o ciclo de alta dos juros e adotado um discurso assertivo.

A responsabilidade do BC é ainda maior com o quadro desafiador para as contas públicas, que é fundamental para a manutenção da credibilidade de todo o regime econômico. O aumento da dívida pública, hoje ao redor de 90% do PIB, e o desafio de o país retornar para superávits primários nos próximos anos, sugerem um desconforto perene, e esse tema deve continuar fazendo parte do debate de política monetária nos próximos anos.

Olhando para frente, nesse ambiente de i. inflação e expectativas sob pressão ii. desafio fiscal iii. economia com recuperação relevante, o Copom seguirá ajustando os juros nos próximos meses. Acreditamos que a Selic retornará ao patamar de equilíbrio, estimado por nós em 6,0%, até o final deste ano.

Esse objetivo de manter a credibilidade do sistema e entregar uma inflação alinhada com as metas é uma das condições necessárias, ainda que não suficientes, para o retorno da confiança dos agentes econômicos e para a contínua recuperação da economia.

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Material de divulgação. Os investimentos apresentados podem não ser adequados aos seus objetivos, situação financeira ou necessidades individuais. o preenchimento do formulário API – Análise de Perfil do Investidor é essencial para garantir a adequação do perfil do cliente ao produto de investimento escolhido. Leia previamente as condições de cada produto antes de investir.

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As opiniões expressas refletem exclusivamente as visões e opiniões pessoais do(a) autor(a), que não necessariamente coincidem com as visões ou opiniões da Pi DTVM S.A. Todas as informações transmitidas foram desenvolvidas pelo(a) autor(a) de forma independente, sem vínculo com a Pi DTVM S.A. ou com outras empresas do conglomerado Santander. O único objetivo desta publicação é fornecer informações sobre o cenário atual. Este material não constitui nem deve ser interpretado como uma oferta de produto ou serviço. Este material pode conter informações sobre eventos futuros e estas projeções/estimativas estão sujeitas a riscos e incertezas relacionados a fatores que não podem ser controlados ou estimados precisamente, tais como condições de mercado, flutuações de moeda e da inflação, mudanças em órgãos reguladores e governamentais e outros fatores que poderão diferir materialmente daqueles projetados. As informações contidas neste material não foram desenvolvidas para nenhum cliente em particular e, portanto, podem não ser adequadas aos seus objetivos, situação financeira ou necessidades específicas. O cliente deve obter consultoria legal, financeira e contábil de profissionais de sua confiança antes de tomar qualquer decisão fundamentada na informação aqui contida. A Pi DTVM S.A. não se obriga a publicar qualquer revisão ou atualizar esse material frente a eventos ou circunstâncias que venham a ocorrer após a data deste documento. Este material é para uso exclusivo e seu conteúdo não pode ser reproduzido, redistribuído, publicado ou copiado de qualquer forma, integral ou parcialmente, sem expressa autorização da Pi DTVM S.A.

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Por que o Brasil precisa das reformas econômicas?

Texto escrito por Bresser Asset Management

Um tema recorrente nos últimos anos no Brasil é sobre a necessidade das “reformas econômicas”. Atualmente, há várias reformas econômicas tramitando no Congresso Nacional, como a Reforma Tributária, Reforma Administrativa, PEC Emergencial, Pacto Federativo, etc. Algumas reformas já foram realizadas, como a PEC do teto dos gastos, e a reforma da Previdência. Mas, qual é a real razão da urgente necessidade destas reformas no Brasil?

Para entender o objetivo e a necessidade das reformas econômicas, vamos inicialmente olhar para a evolução recente da dívida pública no Brasil. O Gráfico I a seguir mostra a evolução da dívida bruta e da dívida líquida em relação ao PIB, entre as anos de 2002 e 2020. As principais diferenças entre a dívida bruta e a líquida são as reservas cambiais e os créditos do governo federal com os bancos públicos, principalmente o BNDES.

Gráfico I – Evolução da Dívida Pública

Como podemos notar no Gráfico I, entre os anos 2002 e 2014, houve uma queda gradual e contínua da dívida pública, e a partir deste ano até a data mais recente, o movimento se inverteu e a dívida começou a crescer rápido. A dívida bruta atingiu cerca de 52% do PIB no seu ponto mínimo, no início de 2014, e a partir daí, passou a subir, e fechou o ano de 2020 em quase 90% do PIB. O ritmo atual de crescimento da dívida pública está em um patamar insustentável, e as reformas econômicas vêm justamente para estabilizar ou até mesmo reduzir a dívida dos patamares atuais.

A necessidade de uma dívida pública sustentável está relacionada com um ambiente mais favorável ao crescimento econômico. O crescimento da dívida reduz a confiança dos investidores, pois ninguém vai querer colocar os seus recursos em um país onde existe um risco alto do governo não conseguir honrar os seus compromissos. A estabilidade fiscal e confiança no governo são fatores necessários para o crescimento da economia brasileira, e esse deve ser um dos principais objetivos da política econômica do país.

Mas, o que faz crescer ou diminuir a dívida pública?

Os fatores principais que impactam a evolução da dívida pública são o déficit ou superávit primário, taxa de juros sobre o estoque atual da dívida e a taxa de câmbio. Aqui neste texto, o foco vai ser na evolução do resultado primário.

O gráfico II mostra a evolução das receitas e despesas primárias desde 2002, e a comparação com a inflação, tendo 2002 como base 100:

Gráfico II : Receitas e Despesas Públicas

Como podemos verificar no gráfico II, entre os anos de 2002 e 2013, houve um crescimento das receitas e despesas, em um ritmo bem superior à inflação. Este foi um período de crescimento do PIB muito grande, com uma conjuntura mundial favorável, e o país foi beneficiado pelo crescimento explosivo dos preços das commodities. O crescimento econômico também levou a uma expansão grande do crédito, tanto pelo setor privado como pelos bancos públicos, que ajudou a turbinar o crescimento econômico durante esse período. O crescimento das receitas criou espaço para a expansão também das despesas. Esse foi um período em que foram criados vários programas sociais importantes, como o bolsa família, FIES, Minha Casa Minha Vida, desoneração de impostos em vários setores, etc. Foi um período de superávits primários, que levou a uma queda da relação dívida/PIB durante esse período.

A partir de meados de 2013, a situação favorável para o crescimento econômico se inverteu. Os preços das commodities entraram em um ciclo de queda, e a queda de confiança no mercado interno levou à contração do crédito. O Brasil entrou em uma recessão muito profunda durante os anos de 2014 e 2015 e um crescimento muito lento a partir de 2016. As receitas do governo cresceram mais devagar nesse período. No gráfico II, é possível notar que a linha das receitas primárias está paralela à linha da inflação entre 2014 e 2019, isso significa que receitas cresceram acompanhando a inflação. Por outro lado, as despesas continuaram em ritmo de expansão. Há várias razões que explicam o crescimento das despesas, mas o principal é político: existem dificuldades para redução dos gastos devido às demandas grandes da sociedade por investimentos em saúde e educação. Os gastos com previdência social também cresceram a um ritmo mais forte, devido às características etárias da população brasileira.

O grande desafio atual para as autoridades econômicas é o de conter o crescimento da dívida pública através do aumento do superávit primário. Como não há espaço nem clima político para o aumento de impostos, as várias propostas de reformas visam fundamentalmente a redução das despesas.

No entanto, o desafio não termina aqui. O orçamento brasileiro é muito “engessado”, ou seja, grande parte das despesas são obrigatórias.

A tabela I mostra o resultado primário do Tesouro em 2019 e 2020:

Tabela I – Resultado Primário do Tesouro – 2020

Conforme podemos verificar na tabela I, em 2020, cerca de 65% das despesas foram com gastos previdenciários e gastos com pessoal. Há outros 28% de gastos com outras despesas obrigatórias, que incluem os gastos vinculados à saúde e educação. Sobram apenas 7% de gastos discricionários, isto é, o governo tem mais liberdade para mexer.
Apenas a redução das despesas discricionárias não é suficiente para que o governo consiga equilibrar o orçamento e mudar a trajetória de crescimento da dívida pública. Os gastos obrigatórios também precisam cair para que o orçamento fique equilibrado.

Concluindo, o grande desafio das autoridades econômicas é conseguir reduzir as despesas com a redução dos gastos obrigatórios, para levar a dívida pública em níveis sustentáveis, além de criar condições favoráveis para o aumento da confiança no país que leve ao crescimento econômico.

Por Bresser Asset Management

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Alice e o dólar no País das Maravilhas

Texto publicado originalmente na Carta da Equipe de Gestão – Jan/21, por Dahlia Capital, em 02 de fevereiro de 2021. Disponível aqui.

“Comece pelo começo e continue até chegar ao final: então pare.”

Lewis Carroll

Uma questão de ponto de vista

Com tiradas precisas e surpreendentes e uma linguagem simples e clara, “Alice no País das Maravilhas” se tornou um clássico da literatura mundial. Alguns talvez já tenham ouvido sobre as várias teorias filosóficas implícitas na obra de 1865, escrita por Lewis Carroll, pseudônimo do romancista inglês Charles Dodgson.

Alice, uma criança de sete anos, fugia dos estereótipos da época. Prestava mais atenção na vida do que nas regras. Quando um coelho branco carregando um relógio de bolso passou em sua frente, seus olhos não poderiam deixar de notar. Com um tanto de curiosidade e coragem, seguiu o animal, entrou em sua toca e mergulhou na passagem para o País das Maravilhas.

​Apesar das lógicas confusas e, sob nosso ponto de vista, incongruentes, a garota mostra uma rápida adaptação às novas regras e aos novos costumes locais. Não julga os personagens ou eventos sob a ótica aristocrata britânica e simplesmente acompanha a lógica dos personagens, parecendo não estranha-los.

Carroll foi também muito feliz em criar personagens marcantes: o Chapeleiro Maluco, a Lagarta Absolem, a Rainha de Copas e, claro, o Gato Cheshire. Este parece ser o único do País das Maravilhas que ouve Alice, apesar de sua malícia, de suas respostas enigmáticas e de, por vezes, colocá-la em apuros. O gato consegue sumir e aparecer à vontade, inclusive seu largo sorriso parece até ter vida própria.

Mergulhando na toca do coelho

Uma das grandes teses do mercado na virada do ano foi que o dólar se enfraqueceria, frente às outras moedas. O indicador mais comum para se medir o valor do dólar no mercado é o DXY (“The US Dollar Index”), uma cesta de moedas, principalmente composta pelo euro, iene e a libra esterlina. O gráfico abaixo mostra a desvalorização do DXY desde meados do ano passado, saindo de 100 para 90,5 atualmente.

Qual o motivo dessa queda? A principal explicação é que os Estados Unidos foram um dos países que praticaram uma das políticas econômicas mais expansionistas desde a pandemia. Isso incluiu uma emissão significativa de dólares para financiar os programas de assistência à população.

Porém, não é possível explicar a tendência do dólar utilizando uma única visão. Em 2001, os estrategistas do banco Morgan Stanley cunharam o termo “The Dollar Smile” (o sorriso do dólar). Eles viam três cenários:

  • Forte crescimento (dólar forte): moedas também seguem crescimento econômico. Se os Estados Unidos crescem mais que as outras regiões, eles acabam atraindo mais capital (novos investimentos para expansão ou investimento em ações listadas em bolsa, por exemplo), fortalecendo a sua moeda.
  • Crescimento moderado (dólar fraco): o pior cenário para o dólar acontece quando o país cresce pouco, levando a uma “fuga” de capital para economias e mercados mais dinâmicos. Sempre levando em consideração termos relativos. Se outras regiões crescem relativamente mais que os Estados Unidos, o dólar tende a ficar mais fraco. 
  • Crise global (dólar forte): uma forte recessão americana pode impactar negativamente as outras economias do mundo. Além disso, empresas americanas podem ser forçadas a repatriar recursos para pagar compromissos em suas matrizes. Crises também forçam investidores a buscarem portos seguros ao redor do mundo, que tende a favorecer o dólar.

Ou seja, quando as coisas estão bem para os Estados Unidos ou muito mal para o mundo, o dólar sobe. Quando está mais ou menos, o dólar cai. O gráfico a seguir mostra essa relação:

O privilégio da moeda de reserva do mundo

O Fed, banco central americano, foi o que mais expandiu seu balanço durante a crise de 2020. Mas não foi o único. Seus colegas na Europa, no Japão e em outros países do mundo fizeram o mesmo. Até por aqui, o governo também o fez.

Existe uma diferença significativa entre os Estados Unidos e os outros países. De acordo com o BIS (Bank for International Settlements), o banco central dos bancos centrais, 85% das transações em moedas são feitas em dólares, além de ser 61% das reservas internacionais.

O que isso significa? Que quando o Fed emite novos dólares parte desse dinheiro fica nos Estados Unidos, mas uma boa parte vai para o exterior. O gráfico a seguir mostra o nível de reservas em trilhões de dólares detidas por instituições não americanas:

Pelo fato de o dólar ser a moeda de reserva do mundo, os Estados Unidos possuem um privilégio exorbitante. Enquanto esse status continuar, haverá sempre demanda no mundo por dólares. Sua capacidade então de estimular a economia através da impressão de moeda é bem maior que a de outros países.

Mas, por que isso tudo é importante para os nossos investimentos? Um dos fatores que afeta o dólar no Brasil é o que acontece com o dólar no mundo. O gráfico a seguir mostra o crescimento entre 2020 e 2022 para os Estados Unidos e os principais componentes do DXY, de acordo com o banco Goldman Sachs.

Desde meados de 2020, vivemos um cenário de sincronismo no sorriso do dólar. A aceleração do crescimento americano, poderia nos levar para o lado direito do sorriso, impactando também a relação entre o dólar e o real. Seguimos comprados em bolsas e no dólar.

O passado

Janeiro foi marcado por uma alta volatilidade nos mercados, principalmente no de ações. A performance da GameStop, ação americana que multiplicou por 17.3x de preço no mês, concentrou as atenções. É difícil ainda concluirmos se essa volatilidade mais alta dos mercados vai continuar ou não. Alice saberia.

Ou melhor, Alice não encararia esse movimento como uma aberração, mas sim que essas coisas acontecem e podem ser as regras desse jogo. Serão os mercados uma realidade paralela com regras inusitadas como o País das Maravilhas? Será que os preços dos ativos têm pouca relação com a economia “real”?

Ainda encontramos razão e racionalidade nos mercados, na maior parte do tempo. Nos afastamos de situações que fogem da nossa lógica. Porém, tentamos fugir da própria lógica consensual de mercado. A diversidade e a criatividade de nossa equipe nos ajudam a fazer isso. E, desde o início, resolvemos seguir um outro coelho branco.

Equipe de gestão,
Dahlia Capital

Créditos – Texto: Equipe de Gestão Dahlia Capital; Gráficos: Morgan Stanley, Goldman Sachs, Bloomberg e Dahlia Capital

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Vacinação e seus efeitos na economia brasileira

Por Eduardo Jarra, Head de Macroeconomia da Santander Asset Management

O ano de 2021 começou com o Covid-19 e seus efeitos permanecendo como tema dominante nos noticiários. A piora na curva de novos casos e óbitos, infelizmente, mantém elevados custos sociais. Consequentemente, os governos reagem, com alguns países voltando a reforçar as restrições de mobilidade. Ao mesmo tempo, a comunidade científica conquistou uma incrível vitória no combate ao vírus, com o desenvolvimento de vacinas em tempo recorde e o início do processo de imunização.


Nos próximos meses, a dinâmica desses fatores – evolução da pandemia, medidas restritivas e vacinação – será chave para determinar os impactos não apenas sociais como também econômicos nos diferentes países.
No caso brasileiro, há boas e más notícias, o que nos mantém vigilantes. De um lado, o processo de vacinação foi oficialmente iniciado, com duas vacinas autorizadas para uso emergencial, Coronavac e Oxford/AstraZeneca. Por outro lado, colhem-se sinais de desafios relevantes em termos de produção e logística, potencialmente levando a atrasos no programa nacional de imunização. Isso em meio ao aumento de novos casos e óbitos.


Após a forte contração observada no 1º semestre de 2020, o país apresentou retomada na atividade econômica no 2º semestre, mas sem evitar um PIB no ano com expressiva contração (o consenso dos economistas se encontra em -4,4%). Para este ano, a mediana dos analistas aponta para um crescimento ao redor de 3,5%.


Por ora, a piora na dinâmica do vírus não alterou essas projeções pois i) não houve um endurecimento das medidas de isolamento social de forma mais generalizada como tem ocorrido na Europa e ii) a premissa central continua sendo de um andamento adequado da vacinação.


É nesse ponto que o programa de vacinação assume um papel chave para o ano de 2021. Nos defrontaremos com cenários alternativos, a depender do sucesso ou atraso nesse programa.


Um possível caminho, que julgamos ser o mais provável, é avançarmos com um processo de vacinação adequado, reforçando a expectativa de normalização da economia. Ao longo desse processo, o setor de serviços, ainda afetado pela pandemia e pelas medidas restritivas, voltaria à normalidade, com criação mais expressiva de empregos nesse segmento da economia. Ao mesmo tempo, teríamos uma nova fase de melhora e consolidação dos níveis de confiança de empresas e famílias, com mais investimentos produtivos e consumo. Ou seja, ainda que gradual, seria um retorno ao período pré pandemia.


Existe, no entanto, um outro caminho alternativo marcado por atrasos na vacinação, com impactos negativos nos atingindo através de diferentes canais. Primeiro, porque a manutenção da crise sanitária por si só já traz custos sociais que, eventualmente, podem gerar um ambiente político ruidoso. Segundo, a atividade econômica, em particular o setor de serviços – justamente o mais intensivo em mão de obra – teria sua retomada comprometida e, assim, a criação de empregos na economia seria mais lenta.


Por fim, temos o efeito sobre as contas públicas. Numa situação como essa, na qual a economia e, especialmente, o mercado de trabalho, se encontram distantes da normalidade, é natural que o governo possa ter de aumentar seus gastos além do atualmente esperado. Um candidato natural seria um novo programa de transferência fiscal para a parcela da população mais necessitada, na forma de um auxílio emergencial ou ampliação dos atuais programas sociais, como o Bolsa Família. Ainda que necessário e plenamente justificável pela ótica social, tal incremento de gastos levará a uma elevação do déficit fiscal e da dívida pública, que atualmente já se encontram em níveis bastante pressionados.


Definitivamente a situação fiscal no Brasil é muito mais delicada do que a observada no período pré Covid-19. Isso tanto no histórico quanto na comparação com outras economias emergentes. Trata-se de um contexto potencialmente causador de efeitos secundários não desejados, com aumento do risco fiscal e da desconfiança dos agentes econômicos. Isso tende a provocar uma piora das condições financeiras com impacto negativo sobre atividade, além de um ritmo mais lento de recuperação do emprego e dos investimentos produtivos.


Ou seja, o impulso fiscal aliviaria os custos sociais mais imediatos, porém provocaria um aumento do risco fiscal percebido, atuando no sentido contrário a recuperação da economia no curto prazo e, especialmente, no período pós pandemia. Inclusive porque teremos um longo ajuste fiscal à frente, com a necessidade de reformas estruturantes, talvez ainda mais abrangentes e, assim, difíceis de serem aprovadas.


Dessa forma, estamos nos defrontando com uma situação na qual a aprovação das vacinas é uma notícia alentadora e aponta na direção de um cenário de recuperação consistente, porém ainda gradual e com as contas públicas necessitando de consolidação e reformas. Todavia, uma eventual falha nesse processo tem o potencial de causar uma espiral negativa de piora fiscal, aumento do risco, queda da atividade econômica e aperto de condições financeiras, num ciclo que se retroalimenta com efeitos perenes além de 2021.


Resumindo, temos um cenário base relativamente construtivo, porém permeado pelo risco de um cenário alternativo negativo.

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Mudanças no mercado acionário brasileiro | Forpus Capital

Por Forpus Capital em 20/12/2020

Na Forpus Capital, acreditamos que o mercado acionário brasileiro está passando por duas mudanças importantes. Nos últimos anos, a queda na taxa de juros fez com que as pessoas migrassem parte dos seus investimentos da renda fixa para a renda variável. Tal movimento, que levou a uma forte valorização do Ibovespa, principalmente nas ações de empresas de menor valor de mercado, vem perdendo força nos últimos meses.

Outra mudança foi o dólar sair de uma tendência de alta para uma tendência de baixa contra as principais moedas dos países desenvolvidos. A vitória do candidato democrata Joe Biden trouxe a expectativa de alívio nas tensões comerciais entre EUA e China, o que contribuiu para o enfraquecimento do dólar também frente às moedas dos países emergentes. Além disso, os bancos centrais têm injetado liquidez para estimular a recuperação econômica pós pandemia.

Entendemos que a combinação de dólar fraco e excesso de liquidez nos países desenvolvidos irá gerar uma maior procura por ativos de países emergentes nos próximos anos. Neste cenário, a bolsa brasileira tende a ser beneficiada pelo fluxo de investimentos estrangeiros, sobretudo nos papéis de maior liquidez num primeiro momento.

Forpus Capital

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Convivendo com a Crise Permanente

Por Luciano Sobral, em 14/12/2020

Um dos infinitos memes que ajudaram a tornar mais suportável este ano difícil mostra cenas do primeiro filme da franquia Os Vingadores (de 2012), com o Capitão América perguntando ao Brasil (encarnado em Bruce Banner/Hulk) como faria para não entrar em crise com o coronavírus. A resposta: “Este é meu segredo, capitão. Estou sempre em crise.”

“Este é meu segredo, capitão. Estou sempre em crise.”

De fato, desde perto do lançamento do filme, com o fim do grande ciclo global de commodities, o Brasil tem pulado de uma crise para outra – aí já contamos impeachment, recessão, greve de caminhoneiros, e, agora, uma pandemia. Depois de anos de instabilidade quase permanente, é muito difícil definir qual será a “normal” para qual a economia convergirá quando finalmente sair do olho do furacão.

No mundo dos preços ao consumidor, a inflação de 2021 pode ser vista como produto da correção de várias distorções temporárias que se acumularam ao longo de 2020, somado a um componente estrutural que vem sendo lentamente alterado durante esse período de crises sequenciais. Na NEO, acreditamos que, tudo considerado, caminhamos para um ano de IPCA subindo ao redor de 3%, o que fará com que outra normalização relevante para os mercados – a dos juros do Banco Central – possa ocorrer de forma bastante gradual, a partir da segunda metade do ano.

Dessas distorções, a mais notável é a dos preços de alimentos, que explicam praticamente toda a grande surpresa no IPCA dos últimos três meses de 2020: em setembro, o mercado (via pesquisa Focus, do Banco Central, 04/09/2020) esperava que o índice acumulasse variação de cerca de 1,8% no fechamento do ano. Agora, faltando apenas a divulgação de dezembro, essas mesmas expectativas estão em 4,21%. Nesse período, os itens classificados pelo IBGE como “alimentação no domicílio” tiveram alta de quase 10%, acumulando 21% em 12 meses – a maior alta desde 2003. 

Neste caso, felizmente, a tal normalização seria na direção de inflação mais baixa: choques em preços de alimentos raramente persistem por mais de poucos meses e não raramente precedem períodos de quedas nos preços. A intuição microeconômica vale aqui: preços altos, com o tempo, atraem mais produção (mais oferta) e substituição (menos demanda), empurrando preços para baixo ou, ao menos, contendo o movimento de alta. Esperamos que, ao longo de 2021, a alta em alimentação no domicílio desacelere significativamente, para perto de 5% ao ano.

Outra correção altamente esperada é nos preços que foram diretamente afetados pela pandemia, seja porque são regulados e tiveram reajustes adiados (como tarifas de eletricidade, anuidades de planos de saúde e mensalidades escolares) ou porque sofreram mudanças temporárias na procura (exemplo: aumento de busca de computadores para trabalho remoto) ou na produção (vide as várias notícias nos últimos meses sobre escassez e aumento de preços de matérias primas na indústria). Aqui, a resultante é de preços mais altos nesses itens, anulando, no índice de preços, parte da queda esperada na inflação de alimentos. 

O componente estrutural da inflação, que está por trás das chamadas medidas de núcleo, deve, na nossa opinião, permanecer. Dificilmente a retomada da economia ocorrerá com geração de empregos que rapidamente reponha as vagas perdidas com a pandemia ou compense a retirada do enorme volume de transferências do governo pagas em 2020. Com baixo crescimento da renda agregada e pouca pressão por aumentos de salários, os preços de serviços e outros bens devem ficar contidos, como estavam no pré-pandemia. 

Até a próxima manifestação do estado de “crise permanente” do meme, é para esse componente estrutural que o Banco Central deve direcionar a política monetária. Enquanto o desemprego alto persistir, os juros devem permanecer relativamente baixos. Quão baixos? Como dissemos acima, é muito difícil estabelecer o que é “normal” em uma economia que passa tanto tempo se recuperando de pancadas. Nossa estimativa é que a taxa Selic deve, ao longo dos próximos dois anos, refletir a meta de inflação convergindo para 3% e juros reais estruturais entre 2% e 3%, compondo, portanto, uma taxa nominal ao redor de 5,5%. 

O caminho até lá, partindo dos 2% atuais, pode ser demorado se de fato a recuperação da economia (e, sobretudo, dos empregos) for lenta. Pode ser acelerado em caso de derrapadas fiscais, dificultando ainda mais a retomada da atividade –por isso, entre outros motivos, acreditamos que não será o caminho a ser escolhido pelo governo. Tudo considerado, acreditamos que a taxa Selic terminará 2021 ao redor de 3% – ou zero, em termos reais. Temos pela frente, portanto, um período prolongado de juros excepcionalmente baixos, que deve favorecer setores da economia ligados a crédito (bens duráveis e imóveis, por exemplo) e contribuir com a recuperação do balanço das empresas que sobreviveram à “guerra infinita”, para tomar emprestado outro título dos Vingadores. 

“Estar sempre em crise” serve, ao menos, para evidenciar os aspectos mais resilientes da economia.  O Banco Central tem conseguido aproximar a inflação do centro da meta com juros em queda. A credibilidade resultante deve nos ajudar a atravessar mais um período difícil, de reconstrução e consolidação fiscal. Se isso parece desafiador agora, imagine com o entorno habitual de alguns anos atrás, com inflação e juros altos.

Luciano Sobral é economista-chefe da NEO Investimentos.

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Sem as reformas, o Brasil explode?

Por Sérgio Machado, sócio e gestor da Trópico Investimentos

O Brasil passa por um momento muito delicado, a inação do governo frente às necessidades  de ajuste de suas contas tem gerado um grande desconforto por parte dos investidores locais  e externos. 

A piora do quadro do endividamento do Tesouro Nacional (TN) que, alavancado pelo auxílio emergencial, deve fechar o ano na casa dos 95% do PIB, gera incertezas e custos adicionais para a economia em geral e os investidores em particular. 

Paralelamente temos o recrudescimento da espiral inflacionária que tem frustrado  seguidamente os otimistas e principalmente o Banco Central (BC), que permanece num discurso  negacionista e distante. 

A soma dos fatos nos leva a um cenário conturbado, onde o excesso de ruídos e a falta de  ações, tem redundado em uma piora constante da percepção dos riscos fiscais futuros. 

Hoje, existe um discurso monotônico pelas autoridades e seus arautos de que tudo se resume ao Fiscal, e que se não resolvido, não haverá saída. 

Concordo plenamente que o fiscal é o cerne do problema, mas temos outros menores, que se resolvidos permitiriam um melhor encaminhamento das soluções maiores. 

Temos a inflação incomodando, a moeda mais desvalorizada entre os pares e uma taxa de  juros incompatível com este mesmo Fiscal, tão propalado. A opção por não tomar atitudes imediatas e colocar a saída restrita a um único caminho, que já sabemos de antemão será tortuoso, poderá em um determinado momento gerar volatilidade, fuga de recursos e aumento da aversão ao país. 

Portanto, todo cuidado é pouco nos próximos meses, não esquecendo que temos vencimentos  de títulos públicos muito grandes à frente.

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Pi Investimentos.

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Com Joe Biden na presidência, a era do dólar forte deve chegar ao fim

Por: Luis Afonso Lima, Head de Análise da MAPFRE Investimentos

O que podemos esperar da política monetária sob o governo democrata de Joe Biden? Como se  sabe, o período do mandato do presidente do Fed não coincide com o do presidente norte americano justamente para evitar a ingerência política. Também se pode dizer que o Federal Reserve já utiliza extenso arsenal para enfrentar a recessão em curso. A taxa de juros já se  encontra em níveis mínimos. Finalmente, pode-se dizer que a política monetária não será  preocupação prioritária para o Presidente eleito Joe Biden. Ou seja, não se deve esperar  mudanças no curto prazo na política monetária norte-americana já em curso. 

Photo by Jon Tyson on Unsplash

Mas o Presidente Biden pode querer deixar sua marca na política monetária no médio e longo  prazo. Isso ocorrerá quando o mandato de seu atual Presidente, Jerome Powell, terminar, em  fevereiro de 2022. Joe Biden poderá atender a apelos de progressistas por mudanças amplas no  Fed. A plataforma do partido democrata inclui reformas para tornar o Fed atento a questões  como a desigualdade social e racial. As demandas do partido também contemplam uma  regulamentação financeira mais rígida. E vale lembrar que a senadora democrata Elizabeth Warren, hoje voz importante em questões de regulamentação financeira, foi contrária à nomeação de Powell em 2018. 

O que isso significa para a paridade entre o dólar e outras moedas? A política monetária norte americana é condicionante importante.

Uma política monetária expansionista nos Estados Unidos, sem dúvida, distensiona os mercados financeiros no mundo. A perspectiva é de mais  liquidez por mais tempo, em benefício das condições financeiras, da menor aversão a risco, dos  preços dos ativos e das demais moedas de economias desenvolvidas e emergentes. Isso já está  acontecendo. Mercados precificam probabilidades futuras a valor presente. Não por acaso, a  moeda norte-americana vem se enfraquecendo. A depender da valorização do dólar nos últimos anos, há espaço para sua desvalorização adicional. A era do dólar forte acabou.

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Pi Investimentos.

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A próxima oportunidade de investimento não é a última

por Oscar Camargo (CIO) e Bernard Tamler (Estrategista) da Gap Asset

A crise econômica decorrente do COVID-19 foi a mais rápida da história dos mercados financeiros recentes. Mostrou os primeiros sinais no início de janeiro, quando os mercados já voltavam suas atenções para os crescentes casos da doença na China. 

Com um mundo tão globalizado como o que vivemos, esperava-se, sim, que a doença se espalhasse para outros países. Na Gap, também entendíamos que a doença se espalharia. O que surpreendeu, contudo, foi a velocidade e a severidade das medidas de contenção e de combate ao vírus com a implementação dos lockdowns pelos principais governos do mundo. No carnaval, quando diversos governos europeus fecharam completamente suas economias, os mercados realizaram perdas de uma forma muito veloz, demandando do gestor de investimentos bastante discernimento e velocidade de reação. 

A GAP Asset, empresa com quase 25 anos no mercado, teve a experiência necessária para assimilar o panorama que se apresentava e a humildade e velocidade igualmente necessárias para alterar o cenário base de seus investimentos. Ao longo desse processo de decisão, o nosso gerenciamento de risco se mostrou imprescindível no manejo da crise de volatilidade dos mercados em consequência do avanço do COVID-19. 

Quando a volatilidade se eleva, é importante destacar que as posições se elevam na mesma magnitude e o gerenciamento de risco se mostra particularmente importante na administração dos ativos para preservação do capital.

A agudização da crise em março nos mostrou que viveríamos um “cenário de guerra” e que enormes gastos fiscais por parte dos governos seriam necessários. A política fiscal, nesse contexto, se mostrou mais importante que a política monetária. Não é suficiente, por exemplo, para um dono de restaurante apenas um financiamento mais barato (via taxas de juros mais baixas) se não há clientes em seu estabelecimento. Para sobreviver à crise, é necessária uma ajuda mais direta do governo. 

Nesse sentido, percebemos desde o início que os países desenvolvidos estariam mais preparados para lidar com a crise, na medida em que teriam mais espaço para aumentar seus gastos do que países emergentes. Esse maior espaço fiscal se justifica tanto pelo tamanho das dívidas como pelo fato de que países desenvolvidos são detentores de moedas de reserva de valor do mundo (por exemplo, o dólar americano). 

Separar a crise em capítulos foi um outro grande acerto da nossa equipe. Com a volatilidade tão elevada, o cenário de investimentos se altera significativamente a cada momento conforme o desenrolar dos diversos acontecimentos e notícias. Por exemplo, a saída do ex-Ministro da Justiça Sérgio Moro, ao fim de abril, causou enormes incertezas internas quanto ao Brasil. 

A nossa escolha, nesses momentos de grande incerteza, é de redução do portfólio como um todo, nos permitindo analisar com a segurança da preservação do capital qual será a direção mais favorável. Se entendermos que é o caso, depois retornamos para as posições, mesmo que a preços menos atrativos. Gerenciamento de risco também é preservação de capital e esse conceito tem nos permitido navegar com consistência por quase 25 anos de história.

Costumamos dizer na Gap que investimentos não são uma corrida de 100 metros com barreiras, mas sim uma maratona. Investidores devem sempre se aproveitar do poder de composição do juro composto. 

Além disso, a próxima oportunidade de investimentos… não é a última! Isso quer dizer que na tomada de decisão sobre realizar, ou não, um investimento temos sempre em mente que novas oportunidades de rentabilização se apresentarão no futuro. Por outro lado, perdas podem se tornar permanentes. Drawdowns (perdas em relação ao pico) são indicativos relevantes da qualidade de uma gestão.

 Afinal, tão importante quanto o ponto final é o caminho percorrido até chegarmos ao nosso destino. Por fim, escolher o tamanho correto dos investimentos é tão ou mais importante quanto a correta visão do cenário. As oportunidades no mercado são escassas e é fundamental aproveitá-las de forma eficaz e com a exposição adequada. 

Olhando para o futuro, em pouco menos de 40 dias os Estados Unidos irão decidir o seu próximo presidente. Ou melhor, esse processo já foi iniciado. Com o COVID-19, muitos cidadãos americanos irão votar por correio para evitar sair de casa, e em alguns Estados essa modalidade de votação já está aberta. Democratas e republicanos nunca estiveram tão distantes no espectro político como em 2020. Antes de entrar na análise das diferenças de políticas econômicas do presidente Trump e de seu concorrente, o ex-vice presidente, Joe Biden, é importante destacar a relevância para os mercados do voto por correio. 

Esse fator pode gerar enorme volatilidade e incerteza nos mercados, principalmente nos dias e semanas seguintes ao dia 3 de novembro, data oficial das eleições. Se de um lado os democratas acreditam na severidade do vírus e devem votar em massa por correio, de outro lado republicanos devem votar presencialmente no dia 3 de novembro. Essa distinção de comportamento entre democratas e republicanos já tem ocorrido nos comícios (virtuais vs presenciais). 

Assim, é possível que o resultado das eleições demore dias para ser efetivamente conhecido. E se a disputa for acirrada, também pode haver judicialização Estado a Estado para saber quem foi o vencedor.  

Do ponto de vista econômico, a expectativa é que o ex-vice presidente, Joe Biden, se eleito, tentará elevar os impostos corporativos que foram cortados pelo presidente Trump em 2017. Certamente é algo que prejudicará as empresas americanas e a bolsa. Por outro lado, a relação de Biden com a China provavelmente seria bem menos bélica do que a política que o presidente Trump tem adotado nos últimos anos. 

Além disso, um potencial governo Democrata deve trazer um novo pacote de estímulo fiscal. Caso Trump seja reeleito, a relação dos Estados Unidos com a China deve ficar ainda pior nos próximos anos, algo negativo para os mercados. Trump, por outro lado, deve manter os impostos reduzidos e continuar com a desregulamentação já ocorrida nos últimos anos, positiva para os mercados. Em suma, ambos os candidatos possuem fatores positivos e negativos para os mercados e em todos os cenários existem oportunidades de investimentos.

Como navegar por esse evento tão importante que decidirá a política econômica americana e global dos próximos anos e que, ao que tudo indica, se definirá em um contexto de muita volatilidade? A curto prazo entendemos que uma diminuição das posições de maneira geral pode se mostrar correta até que se tenha uma visão mais nítida do horizonte. Trata-se do que referimos acima como gerenciamento de risco. 

Se 2020 ensinou algo aos investidores é que os hedges  (proteções) nem sempre funcionam e um cuidado especial deve ser tomado no portfólio de investimentos. De fato, o único hedge realmente eficaz é uma redução na posição em si. 

Então, assim como o capitão de um navio deve, por vezes, aguardar as condições climáticas adequadas para retomar sua viagem, os gestores de investidores devem ter cautela e reduzir suas posições nesse momento de grande incerteza. 

O próximo horizonte de eventos político-econômicos, as eleições americanas, com certeza trará boas oportunidades de investimentos, é apenas uma questão de sabedoria e paciência para identificar a hora certa de retomar a viagem. 

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Selic a 2%: o que fazer com a renda fixa?

Por: Ulisses Nehmi, CEO da Sparta Fundos de Investimento

Nos dias atuais, se alguém tossir, todos ao redor desconfiarão que é Covid-19. Pouco importa se a pessoa engasgou ou se está recuperando de um resfriado. Em praticamente todos os lugares se fala desse vírus e como isso mudou nossas rotinas, então tudo e qualquer coisa parece ter sido causado por ele, mesmo que não seja. Isto é um viés cognitivo chamado viés de disponibilidade.

Nosso comportamento está sujeito a muitos vieses cognitivos. No viés da disponibilidade nossa mente dá mais valor para as informações disponíveis do que as informações que realmente importam. 

Com investimentos, estamos sujeitos aos mesmos vieses. Não raro, aplicações são apresentadas aos investidores ao lado do retorno em 12 meses, que é a informação disponível, quando a informação importante vem apenas nas letras miúdas: desempenho passado não é garantia de desempenho futuro. De certa forma, todos sabemos que nessa abordagem é improvável que o investidor escolha as opções que tiveram os piores retornos. Parece um insulto intelectual. Ao mesmo tempo, por terem sido apresentadas apenas algumas informações, nossa mente é levada a crer que aquelas são as informações importantes.

Quando o investidor é perguntado sobre o que fazer com a renda fixa se a Selic está em 2%, parece implícita uma sugestão para fugir da renda fixa para ativos de risco. Essa é a pergunta que mais tenho escutado, mas não poderia estar mais errada, e por vários motivos.

Primeiro que renda fixa significa que existem um prazo e uma forma de cálculo do rendimento definidos. E em qualquer lugar do mundo, a renda fixa tem um papel importante na carteira dos investidores justamente por causa dessas características.

Segundo que os investimentos pós-fixados, corrigidos pela Selic, são apenas uma das modalidades. Enquanto os títulos públicos desta modalidade têm foco na liquidez, e por isso o retorno é equivalente à taxa Selic, os títulos privados podem trazer remunerações bastante atrativas, embora com uma liquidez menor. 

Os investidores estão acostumados a associar o termo renda fixa à ausência de risco por razões históricas: sempre tiveram muita oferta de fundos DI, poupança e CDB dos bancos comerciais. Existem, no entanto, outras modalidades tão ou mais importantes, como o pré-fixado e o indexado à inflação, e que geralmente tem retornos muito mais significativos. No Tesouro Direto é possível comprar um título pré-fixado de 5 anos com retorno de cerca de 6,5% ao ano. O que diferencia as modalidades é a forma como esse retorno será calculado ao longo do tempo.

A mudança de perfil de risco da carteira em direção a ativos de maior risco por conta do nível da Selic é outro erro. A construção de uma carteira de investimentos diversificada não depende do preço atual de nenhum ativo. Nem da Selic, nem do Ibovespa, nem do dólar, nem do crédito privado, nem dos fundos imobiliários. 

Essencialmente, ela depende do perfil de tolerância a risco do investidor, do seu horizonte de investimento e da sua necessidade de liquidez. A ilusão de controle pode ser confortável e os exercícios de futurologia por vezes são intelectualmente estimulantes, mas o investidor inteligente sabe que o futuro é incerto. Basta preparar sua carteira para isso. 

Assim, o investidor com uma carteira equilibrada terá parcelas com papéis distintos e complementares. A renda fixa é a base de qualquer carteira, e não teria como ser diferente. Na parcela pós-fixada, o foco é a previsibilidade e liquidez, para dar flexibilidade nas alocações (ou retiradas) e estabilidade na carteira. 

Na parcela pré-fixada ou indexada à inflação, esperam-se retornos mais elevados, ainda que com menor liquidez. Na renda variável, esperam-se retornos maiores, mesmo com oscilação ao longo do tempo. Ativos com moedas, geografias, tributação ou frequência de pagamentos diferentes, entre outras características, podem e devem ajudar a diversificar a carteira, tornando-a robusta para enfrentar de euforias a pandemias.

Então vamos ajustar a pergunta do título para a correta: como a Selic a 2% muda os investimentos em renda fixa?

Apesar de contraintuitivo, essa é uma excelente notícia.

Se antes era possível ter carteiras com retornos nominais elevados praticamente sem oscilações, esses tempos ficaram no passado. As oscilações fazem parte da vida dos investidores, inclusive na renda fixa, e são essenciais para corrigir distorções, geram oportunidades e mantêm o mercado em funcionamento saudável. Um entendimento correto desses movimentos deve trazer noites de sono mais tranquilas, além de retornos mais elevados. E é sempre bom lembrar da característica principal da renda fixa: os preços sempre convergem no vencimento para o valor pré-definido.

Além disso, a velocidade e a intensidade da queda da Selic nos últimos meses fomentaram um desenvolvimento sem precedentes do mercado de capitais. Multiplicam-se as opções de investimento e diversificação, e mercados gigantescos passaram a florescer da noite para o dia. 

Na renda fixa podemos citar como exemplo a remuneração pelo risco de crédito, que nunca foi tão elevada, trazendo esse mercado mais próximo as realidades praticadas nos mercados no exterior, mais desenvolvidos e com juros baixos há mais tempo. 

Além disso, os prêmios para alongar posições pré-fixadas ou indexadas à inflação estão em patamares recordes, outro ponto muito positivo para os investidores. E tudo isso deve favorecer quem tem carteiras equilibradas, mesmo que comece agora. O importante é dar o primeiro passo.

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A alta da bolsa está perto do fim? Ela cresceu rápido demais?

Por: Vokin Investimentos

Inflação ou deflação? Recessão ou depressão? Dólar para cima ou pra baixo? Juros para cima ou pra baixo? EUA ou China? Guedes fica ou cai? Vacina ou imunidade de rebanho? Teto dos gastos aguenta?

Atualmente, o nome do jogo é diversificação. Em momentos de incerteza, a diversificação é a melhor alternativa pela busca de retornos equilibrados, seja qual for o cenário.

E quem disse que não dá para diversificar somente comprando empresas? Apesar de relativamente pequena, nossa bolsa proporciona empresas suficientes para diversificar e nos expormos a diferentes fatores de risco. 

Dólar alto: exportadores. Dólar baixo: importadores. Recuperação em V: empresas cíclicas. Recuperação em L: empresas de consumo essencial. Inflação: empresas com baixo investimento em capital de giro. Deflação: empresas com investimento alto em capital de giro. Juros para cima: bancos. Juros para baixo: empresas que possuem endividamento mais elevado.

Vivemos hoje em mundo que testa limites até então não testados: nos últimos seis meses vimos diversas medidas monetárias e fiscais tomadas pelos principais governantes mundo afora que injetaram uma quantidade enorme de liquidez no sistema. Como consequência, houve queda dos juros reais para patamares negativos, favorecendo ativos de risco mesmo que a perspectiva de fluxos de caixa tenha se mantido ou até caído um pouco.

O Brasil, país que não tem moeda reserva e que tem histórico de indisciplina fiscal, para continuar se aproveitando de juros baixos – que financia déficits, e melhora as expectativas do setor privado através dos preços de ativos e abundância de dinheiro (ex: IPOs) – precisa manter o teto e controle sobre a despesa pública. Por isso é tão importante monitorar os desdobramentos políticos dos próximos meses.

O melhor cenário seria a aprovação de uma reforma administrativa, que sinalizasse um ajuste estrutural pelo lado das despesas. Mesmo que essa medida não evitasse o elevado déficit primário de 2020 e consequentes déficits nos próximos cinco anos, ajudaria a manter as expectativas sob controle, facilitando tanto para o tesouro nacional na gestão da dívida pública quanto para o Banco Central na gestão da liquidez.

Se o governo conseguir manter as expectativas quanto ao rigor fiscal, é possível que a bolsa se mantenha em alta. Alguns setores parecem ter exagerado para cima e outros foram desprezados, então é possível que vejamos correções em alguns papéis, mas a bolsa como um todo não sofra. Quem se beneficiará nesse cenário, em nossa opinião, são os investidores que fazem análises aprofundadas e não se deixam levar pelas ondas de otimismo e pessimismo do mercado.

Também é importante olhar o cenário externo. Nos Estados Unidos, ainda não temos certeza sobre o nível de atividade que se verificará após o fim da pandemia. Por mais que a retomada dos últimos meses tenha sido rápida em vários segmentos, o país ainda opera a um nível abaixo do pré-pandemia e não sabemos como e quando esse diferencial irá fechar, dado o nível de desemprego e as incertezas políticas de lá.

Riscos sempre tivemos e sempre teremos. O mais importante é comprar o que se entende, o que tem valor, e que muitas vezes está fora de moda ou do radar dos investidores de curto prazo, além de sempre diversificar. Independentemente do atual patamar do Ibovespa, existem diversas empresas que compõem o índice, ou inclusive fora dele, que apresentam excelentes perspectivas e potencial de valorização.

Equipe Vokin Investimentos

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4 dicas de especialista para investir bem em renda fixa

Com a Taxa Selic, que é a referência para todos os juros praticados no Brasil, na mínima histórica, tem muita gente achando que a renda fixa morreu. Isso não é verdade. Pelo menos, é o que defende o CEO da Sparta, Ulisses Nehmi, que falou sobre investir em renda fixa.

Em entrevista exclusiva para o blog da Pi, o gestor especializado em fundos de renda fixa trouxe algumas dicas para o investidor continuar aproveitando as oportunidades que esse mercado ainda reserva. Confira:

1. Busque eficiência:

Ulisses Nehmi: com os juros na mínima histórica, não dá mais pra tolerar produto ruim. O investidor precisa buscar alternativas mais eficientes. Os tradicionais fundos DI não vão dar mais os mesmos retornos obtidos no passado.

No semestre passado, o mercado de renda fixa ajustou um pouco os preços, o que é muito saudável. Foi importante para a reprecificação dos títulos. Olhando para a frente, as expectativas de retorno são muito melhores.

Fazendo uma analogia com o mercado de ações, é como se, antes, a bolsa estivesse cara. Mas os preços caíram e agora é um bom momento para comprar. Vemos agora esse cenário para alguns fundos de renda fixa.

2. Conheça os fundos de crédito privado:

UN: Os fundos de crédito privado são uma opção em relação aos tradicionais fundos DI, por exemplo. São eles que apresentam essa perspectiva mais favorável que eu citei acima. O investidor deve buscar opções pós-fixadas, que paguem retorno acima do CDI.

3. Avalie sua necessidade de liquidez:

UN: Olhando para os produtos de renda fixa que têm garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), como os CDBs, as LCIs e as LCAs, o investidor pode optar por abrir mão de liquidez para buscar um retorno maior. Hoje há títulos de renda fixa com prazo de vencimento mais longo, de até cinco anos.

O investidor deve avaliar se faz sentido ter uma pequena parcela da carteira de investimentos nesses produtos.

E se não estiver disposto a abrir mão da liquidez, uma outra opção podem ser os fundos de renda fixa, mas ponderando também o prazo para resgate. Sair do resgate em D+0 e migrar para um D+30 já pode fazer bastante diferença em termos de rentabilidade.

4. Invista em debêntures incentivadas através de fundos:

UN: Se eu tivesse que escolher uma única opção de investimento em crédito privado para falar seriam as debêntures incentivadas. Entretanto, vale destacar que fazer a análise de crédito desses títulos sozinho é muito complicado. Tem muito investidor que procura simplesmente a debênture que está pagando mais, mas, normalmente, isso acontece quando o risco é maior.

Quando você escolhe investir em debêntures através de um fundo, você conta com o suporte de um gestor profissional para fazer essa avaliação por você.

E aí? Gostou das opiniões do Ulisses sobre investir em renda fixa? Conta pra gente o que você achou nos comentários.

Leia também: Terceira Guerra Mundial nos investimentos?

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Como o acordo comercial entre EUA e China impacta seus investimentos?

Estados Unidos e China querem dar mais um passo rumo à solução da tensão comercial que pesa sobre os países há cerca de dois anos. Na semana passada, assinaram a primeira fase de um acordo comercial e agora procuram um consenso para evoluir para uma segunda etapa.

A primeira etapa do acordo envolveu a redução das tarifas norte-americanas sobre os produtos chineses e o compromisso da China comprar mais US$ 200 bilhões em produtos dos EUA. A segunda etapa ainda está em discussão.

“De forma geral, esse acordo é bastante positivo por diminuir o risco negativo sobre os mercados e a economia global. Quando a gente olha hoje para os dados econômicos, vemos sinais de recuperação nos emergentes. Ainda mais considerando o último ano de expansão monetária, acompanhada de expansão fiscal em alguns países”, explica o sócio-fundador e estrategista da Safari Capital, Elsom Yassuda, em entrevista exclusiva para o Blog da Pi.

E o Brasil também é beneficiado nesse pacote. Como pano de fundo, a guerra comercial era um fator que vinha contendo um pouco o desempenho da bolsa de valores brasileira, mas a tendência agora é que essa pressão diminua.

“A bolsa brasileira vem se beneficiando das mudanças estruturais importantes que aconteceram recentemente no país: a reforma da previdência e o mix de política monetária e fiscal. Sem o peso externo da guerra comercial, o desempenho do mercado brasileiro deve ser ainda melhor, de maneira geral”, avalia Yassuda.

Do ponto de vista setorial, entretanto, vale destacar que alguns segmentos da economia tendem a se beneficiar mais do que outros do acordo comercial. O agronegócio, por exemplo, tende a ser impactado negativamente, já que os EUA passarão a comprar mais da China e isso passa por gêneros agrícolas exportados pelo Brasil, como a soja, por exemplo.

Por outro lado, Yassuda destaca que os setores que já vinham se beneficiando do novo ciclo econômico doméstico, como bens de consumo e varejo, devem manter um desempenho favorável, após o acordo comercial entre EUA e China.

E como deve se comportar o investidor brasileiro com o acordo comercial?

O estrategista acredita que, de forma geral, o acordo comercial deve ser um catalisador para o mercado brasileiro como um todo, o que favorece que o investidor brasileiro continue tomando mais risco e buscando alternativas de investimento na renda variável.

“O acordo comercial entre EUA e China diminui o risco de recessão no horizonte de um ano. Muda o balanço de risco dos mercados, pelo menos no curto prazo. Os investidores globais vão buscar mais os mercados emergentes, aumentando a exposição a risco e saindo das classes de ativos mais seguras, como títulos públicos, dólar e ações norte-americanas. Os ativos dos mercados emergentes e das commodities se tornam mais atrativos. Temos à frente à eleição nos EUA, que deve conter um rali, mas as perspectivas para o curto prazo são favoráveis para o mercado brasileiro”, afirma Yassuda.

Leia também: Terceira Guerra Mundial nos investimentos?

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A dinâmica global nos investimentos | Franklin Templeton

Já parou para avaliar como os investimentos são afetados por movimentos internacionais? 

O ano de 2020 começou com os boatos de uma “Terceira Guerra Mundial”, depois de os EUA terem realizado um ataque contra o Irã nos primeiros dias de 2020.

E como isso afeta a bolsa de valores do Brasil e de outros lugares do globo? Como os investidores devem agir em momentos de tensão internacional como esse? 

Quem respondeu essas perguntas pra gente foi o Frederico Sampaio, diretor de investimentos de uma das maiores gestoras de recursos do mundo, a Franklin Templeton. A asset conta com 73 anos de experiência no mercado e possui sob gestão cerca de US$ 709 bilhões.

No novo episódio do 3,14Cast, o gestor abordou como o humor do mercado é abalado por tensões e conflitos internacionais e como funcionam as reações em cadeia que sucedem esse tipo de movimento. 

O gestor nos tranquilizou ao afirmar de que a tensão EUA e Irã não passou de apenas um ruído de curto prazo no mercado e que maiores movimentos sobre isso são muito improváveis de acontecer.

Frederico destacou também o fundo de ações FRANKLIN VALOR E LIQUIDEZ FVL, que está disponível na plataforma da Pi e como esse fundo opta por uma estratégia diferente dos demais fundos de ações. 

Enquanto boa parte dos fundo de ações buscam correr atras do retorno do índice da bolsa, os fundos da Franklin montam um portfólio que busca o retorno absoluto.

Como se constrói o portfólio do fundo?

A Franklin Templeton concentra esforços em um número de empresas para buscar as melhores oportunidades. 

“Tenta-se ter uma abordagem que visa uma margem de segurança das empresas para minimizar as surpresas negativas e buscar as coisas que tenham uma boa assimetria de retorno”, afirmou Frederico.

A asset, que está presente em 33 países, também trouxe um pouco de sua visão otimista para o cenário brasileiro e externo para 2020.

O 3,14Cast está disponível nas principais plataformas de áudio e também em vídeo. Escolha o seu canal preferido e aproveite!

Confira outras matérias que rolaram sobre o 3,14Cast aqui.

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CDI+: A renda fixa aditivada

A renda fixa não morreu, já diz o mantra repetido em todo o mercado financeiro.

Mas o fato é que ela não está mais tão atraente como estava em 2016, quando a taxa de juros girava em torno de 14%.

Nos últimos anos, as reduções frequentes na taxa Selic e o controle da inflação, que está baixa para os padrões brasileiros, fez com que os investimentos em renda fixa passassem a sofrer com uma rentabilidade “reduzida”.

Agora, se você quiser buscar rendimentos mais atrativos, provavelmente terá que recorrer a outras estratégias de investimentos.

Muitos bancos já sabem disso e, para recuperar os ganhos, começaram a emitir seus títulos bancários atrelados ao CDI+.

E agora eles estão disponíveis para você na plataforma da Pi.

O CDI+ é um título híbrido. Como o próprio nome diz, esse tipo de investimento possui uma parte pré e outra pós-fixada.

Isso significa que, na ponta pré-fixada, você recebe uma rentabilidade, que já é informada no momento da aplicação.

Além disso, na parte pós-fixada, pode haver um rendimento adicional, desta vez atrelado a variação de um determinado índice. No caso dos produtos CDI+, disponíveis na plataforma da Pi, ele está indexado ao CDI.

Atualmente, o CDI está em 3,75% ao ano, enquanto o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, está em 3,27%. Dessa forma, os rendimentos de um título atrelado ao CDI+ tendem a ser maiores.

Este tipo de indexador é frequentemente utilizado em títulos de Crédito Privado como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), por exemplo. Porém, agora você pode encontrá-los também em emissões bancárias, incluindo os Certificado de Depósitos Bancários (CDBs).

Confira abaixo duas opções investimentos CDI+ que separamos para você.

O investimento inicial é de apenas R$ 1.000.

Para conhecer nossos produtos e outras opções de CDI+, acesse nosso catálogo.

Material publicitário. Para mais informações, acesse aqui. Os investimentos apresentados podem não ser adequados aos seus objetivos, situação financeira ou necessidades individuais. O preenchimento dos formulários API – Análise de Perfil do Investidor é essencial para garantir a adequação do perfil do cliente ao produto de investimento escolhido. Leia previamente as condições de cada produto antes de investir.

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Terceira Guerra Mundial nos investimentos?

Em meio à tensão no Oriente Médio, muitos investidores têm se mostrado cautelosos em relação a como proceder de agora em diante. Não há como negar que a situação entre Estados Unidos e Irã está realmente delicada e que a cautela é a palavra-chave do momento. Nesse cenário, como ficam seus investimentos?

O Chief Investment Officer (CIO) da TAG, Dan Kawa, destaca a importância de separar os efeitos desses acontecimentos no curto e no longo prazo.

“No curto prazo, temos uma conjunção de vetores. Ativos dos mercados norte-americano e europeu subiram muito no final do ano passado e podemos esperar uma correção de preço. Agora, com esse conflito entre EUA e Irã é natural esperarmos incertezas e volatilidade no curto prazo”, explica Dan.

“A médio e longo prazo, o que vai determinar se esses impactos serão permanentes ou pontuais será o tamanho que esse conflito terá. Mas estamos trabalhando com a probabilidade maior, que é a de que o conflito seja pontual, localizado e resolvido nos próximos meses”, acrescenta.

Confira a entrevista na íntegra:

Que investimentos serão impactados?

Dan Kawa – O primeiro impacto é sobre o preço do petróleo. Isso representa mais inflação e comprometimento do crescimento econômico. Muitos dos insumos necessários para esse crescimento estão vinculados ao petróleo. Mas, de forma geral, podemos esperar impactos sobre os mercados de ações, câmbio e juros.

Você está prevendo alguma alteração na sua estratégia de investimentos por conta desse cenário?

DK – Não mudamos nenhuma recomendação na carteira e nossa alocação em bolsa brasileira segue muito acima da média. Entretanto, na última semana de dezembro, começamos a comprar algumas proteções, opções de bolsa. Começamos a comprar antes dessa crise porque seguro não se compra quando a casa já pegou fogo. Então, estamos protegidos por no mínimo os próximos três a quatro meses.

Como o investidor deve se comportar nesse cenário?

DK – Com paciência e parcimônia, sem entrar em pânico e sem achar que está na Terceira Guerra Mundial. Para quem está investindo em fundos, é importante garantir que está escolhendo os gestores mais preparados para administrar esse cenário com as proteções corretas.

Quais suas expectativas para o mercado externo em 2020?

DK – O ano passado foi muito bom para os mercados de ações dos Estados Unidos e da Europa. Para 2020, espero moderação desses ganhos e um cenário mais desafiador. Talvez alguma estagnação nesse início de ano e dúvidas sobre a sustentabilidade da estabilização econômica.

Quais suas expectativas para o mercado brasileiro em 2020?

DK – Tenho uma visão muito positiva para o Brasil, com crescimento acima de 2% neste ano. Podemos ter alguma aceleração da inflação, mas ela deve continuar baixa. Pela primeira vez o Brasil vai destoar do resto do mundo. Europa, Estados Unidos e China tendem a crescer menos que nos últimos anos.

Quais investimentos valem a pena serem olhados este ano?

DK – Para este ano, é hora de buscar maiores alocações em renda variável. No mercado de crédito, fundos mais agressivos com perspectivas de retornos maiores também são uma boa pedida, mas, para isso, será preciso abrir mão de liquidez. Buscar fundos menos líquidos, mas mais rentáveis. Papéis com boas estruturas de garantia.

Gostou desse conteúdo? Conta pra gente nos comentários se você estão pensando em fazer alguma mudança nos seus investimentos por conta das tensões no Oriente Médio.

(Dan Kawa é gestor de uma das carteiras prontas disponíveis na nossa Plataforma. Conheça!)

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Conheça 10 vantagens de investir com a Pi Investimentos

A Pi é uma plataforma, do Santander Brasil, 100% digital que disponibiliza produtos de investimentos para o todos os públicos.

Com o surgimento de diversas serviços digitais é importante conhecer bem a empresa antes de decidir em quem você confiará seu patrimônio.  Assim, reunimos neste 10 vantagens de investir com a Pi Investimentos, que vão te ajudar nesse processo de decisão. Confira!

Continue lendo “Conheça 10 vantagens de investir com a Pi Investimentos”

Imposto de Renda 2021: Entenda como funciona

Antes de mais nada, o prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda (DIRPF) foi anunciado oficialmente e seguirá o padrão. Ele será entre 01 de março e 30 de abril. Você já sabe como declarar os seus investimentos? 

O leão – animal que representa o IR – é um imposto para todos os cidadãos que se enquadram em pelo menos um dos critérios determinados pela Receita Federal. Então, anualmente essas pessoas precisam prestar contas de seus rendimentos através da Declaração do Imposto de Renda. 

Alguns produtos de investimentos são passíveis de tributação. Ou seja, se você aplicou em pelo menos um deles, seus rendimentos devem ser tributados e declarados. Além disso, existem produtos de investimento isentos de tributação, mas que devem ser igualmente declarados. 

O que é preciso saber na hora de declarar o Imposto de Renda?

Essa e outras dúvidas serão respondidas ao longo desta matéria. Seja como for, a melhor forma de evitar problemas é estar bem informado.

Quem precisa declarar o Imposto de Renda?

A Receita Federal determina critérios para a obrigatoriedade de declaração do IR. Por exemplo. em 2020 os critérios foram:

  • Quem recebeu rendimentos tributáveis (salários, aluguéis ou outra forma de renda tributável), sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma anual foi superior a R$ 28.559,70 (média mensal de R$ 2.379,98);
  • Recebeu rendimentos isentos (como poupança, LCIs e LCAs), não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00.
  • Obteve ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto;
  • Operou em bolsas de valores, de mercadorias e/ou de futuros e assemelhadas;
  • Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da  Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
  • Obteve receita bruta anual em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;
  • Tinha, em 31 de dezembro de 2020, bens ou direitos de valor superior a R$ 300 mil;
  • Tornou-se residente no Brasil, em qualquer mês, e manteve-se nessa condição no dia 31 de dezembro de 2020.

Fonte: Receita Federal

A declaração do Imposto de Renda é fundamental para os que desejam crescer seu patrimônio. Sonegar impostos, mesmo que inconscientemente, pode gerar multas pesadas por parte da Receita Federal e outros problemas com a Justiça.

Mas como você viu, a depender da sua renda e patrimônio, você não precisará declarar o IR.

O que você irá conferir nesta matéria: 

  • O que é o Imposto de Renda?
  • Como funciona o Imposto de Renda?
  • Tabela do Imposto de Renda;
  • O que posso deduzir do Imposto de Renda?
  • Desconto completo ou simplificado?
  • Declarando seus investimentos no Imposto de Renda;
  • Restituição do Imposto de Renda;
  • Isenção do Imposto de Renda;
  • Como não cair na malha fina?
  • Perdeu o prazo?

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O que é Imposto de Renda?

Primeiramente, o IR é um tributo cobrado pelo Governo Federal sobre os ganhos das pessoas e empresas. 

Anualmente o cidadão, que se encaixa nos critérios, precisa apresentar à Receita Federal uma declaração de renda do ano anterior. Este documento, salvo raras exceções, deve ser enviado entre 1 de março e 30 de abril de cada ano.

O valor do imposto será proporcional à renda do cidadão seguindo uma tabela progressiva. Em outras palavras, essa tabela divide a população por faixas de renda e aplica uma alíquota de tributo para cada faixa. As alíquotas são o percentual da sua renda que será cobrado como imposto. Elas vão de 0% (isento) a 27,5% (teto). Apresentaremos essa tabela mais pra frente.

Nesse sentido, pode-se classificar o Imposto de Renda como um valor descontado sobre os rendimentos das empresas e dos trabalhadores no Brasil. Entre a lista de rendimentos tributáveis estão: salários, aluguéis, investimentos e prêmios de loterias.

Como funciona o Imposto de Renda

O IR pode ser retido mensalmente no salário do trabalhador, assim como também pode ser pago com base em outros rendimentos, como o come-cotas em alguns investimentos. Nesse sentido, com a declaração anual obrigatória, a Receita Federal verifica se o cidadão está pagando o proporcional ao que deveria. 

O programa da Receita Federal irá calcular quanto de imposto você deveria pagar e quanto foi pago. Quando a Receita detecta que o cidadão pagou menos impostos do que deveria, ele precisará compensar o valor. Eventualmente, se o contribuinte tenha pago um valor maior ele terá direito a restituição. A Receita divulga todo ano as datas de liberação dos lotes de restituição.

Se a pessoa precisar compensar o que foi cobrado o valor é informado assim que a declaração é preenchida. O pagamento pode ser feito por débito automático ou boleto.

Então, anualmente o contribuinte deve declarar seus rendimentos do ano anterior, como salários, investimentos, aposentadorias, aluguéis e seus bens como imóveis, veículos, jóias ou objetos de arte, com valores a partir de 5 mil reais.

A Receita Federal divide o IR em duas categorias: o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). 

Para pessoas físicas, as alíquotas variam de acordo com a renda. Já para pessoa jurídica, a alíquota aplicada incide sobre o lucro.

Você pode fazer o download do Programa Gerador da Declaração (PGD) DIRF direto no site da Receita Federal. Depois de transmitir a declaração você pode acompanhar o processo acessando o extrato no ECAC clicando aqui.

Tabela de Imposto de Renda

Para entender o cálculo do valor que o contribuinte deveria pagar de IR, a Receita Federal utiliza tabela abaixo.

Com ela o contribuinte verifica qual o percentual que será aplicado sobre sua renda ao pagar o imposto.

Base de cálculo anual (R$)Alíquota (%)Parcela a deduzir do IRPF (R$)
Até 22.847,760Isento
De 22.847,77 até 33.919,807,51.713,58
De 33.919,81 até 45.012,60154.257,57
De 45.012,61 até 55.976,1622,57.633,51
Acima de 55.976,1627,510.432,32
Dados utilizados em 2020

Fonte: Receita Federal

O que posso deduzir do Imposto de Renda?

Você pode listar algumas despesas feitas no ano para abater na declaração. Posteriormente, você pode usar essas despesas para reduzir o valor do imposto a ser pago. Para essas despesas damos o nome de deduções de IR.

Por exemplo, gastos para dedução são:

  • Educação;
  • Saúde;
  • Contribuição à previdência social (INSS) ou privada;
  • Gastos com dependentes;

Ao mesmo tempo, também existem casos de dedução do imposto devido, que diminui o valor do imposto a ser pago. Isso acontece nos casos de doações e aluguéis, para sublocações.

Lembre-se de que todos os valores colocados na declaração precisam estar de maneira idêntica aos informados em comprovantes de rendimento ou de pagamento. 

Desconto completo ou simplificado?

Enquanto você faz sua declaração anual de Imposto de Renda você deverá escolher entre declaração com imposto simplificado ou completo.

Ao optar pelo desconto simplificado no lugar de calcular o desconto para cada despesa listada é aplicado um desconto de 20% sobre sua renda, limitado a R$ 16.754,34. Com esse desconto você pode mudar de faixa e consequentemente de alíquota, podendo assim ter imposto a restituir futuramente. 

Você pode optar pelo desconto simplificado independentemente dos rendimentos recebidos e do número de fontes pagadoras.

No modelo completo você precisará de comprovação de todos os gastos que irá deduzir para não cair na malha fina, então guarde todos os recibos e notas fiscais de gastos dedutíveis. Da mesma forma, caso você tenha contratado um plano de previdência PGBL ou tenha mais de R$ 16.754,34 para deduzir, considere este modelo de desconto.

Antes que cometa erros, sempre que tiver dúvidas sobre como fazer sua declaração de Imposto de Renda é recomendável procurar um contador profissional que te auxilie.

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Declarando seus investimentos no Imposto de Renda

Você deve declarar seus investimentos de acordo com o ‘informe de rendimentos’, documento onde constam todos os dados sobre os valores a serem declarados. A instituição financeira que gerencia suas aplicações deve fornecer esse documento. 

Da mesma forma, investimentos isentos de IR, como Letras de Crédito (LCI), Letras de Créditos do Agronegócio (LCA) ou a própria caderneta de poupança, devem constar no documento. No entanto, vale reforçar que esses investimentos não sofrerão tributação e apenas precisam estar listados na declaração.

Preencha a declaração com atenção e cuidado.

Antes que comece a preencher os dados referentes aos seus investimentos na declaração de Imposto de Renda, é fundamental ter em mãos as informações referentes a suas aplicações, que irão constar no informe de rendimentos.

Na Pi, por exemplo, os investidores terão acesso ao informe de rendimentos na própria plataforma, dentro do menu “Informe de Rendimentos”. Esse documento traz os valores que você vai declarar. Da mesma forma que pode trazer também em quais abas e sob quais códigos cada produto deve ser declarado. Mas caso tenha dúvidas busque a ajuda de um contador de confiança.

Contudo, tenha cuidado ao realizar a declaração para não cometer erros de digitação dos valores ou qualquer outro equívoco. Os mínimos erros podem conflitar com informações da Receita e gerar complicações. Atente-se também para não confundir códigos ou informá-los nos campos errados, uma vez que a tributação para cada campo pode ser diferente. 

É necessário que você informe os rendimentos e resgates que fez no ano anterior. O valor inicial, no entanto, não precisa ser listado, uma vez que o que interesse da Receita é apenas no lucro obtido. 

Confira um exemplo: 

Você investiu R$ 2.000,00, em fevereiro de 2020, e resgatou o valor em novembro, com um lucro líquido de R$ 100,00. Então, o que interessa à Receita é que o investidor informe o valor de lucro e não o valor inicial investido.

Restituição do Imposto de Renda

A restituição do IR ocorre quando a Receita Federal detecta que o contribuinte pagou mais impostos do que deveria ter pago. Então, ele terá direito a receber de volta parte do valor. Nesse sentido o contribuinte recebe esse valor até o mês de dezembro do mesmo ano em que foi declarado o IR.

Atente-se que os primeiros a declarar o IR geralmente recebem a restituição antes que os retardatários. A Receita paga os valores restituídos em lotes liberados seguindo o calendário divulgado anualmente.

Isenção do Imposto de Renda

Eventualmente, a Receita Federal divulga os critérios de obrigatoriedade para a declaração do IR. Em 2020 ficaram isentas do IRPF pessoas que tiveram renda anual abaixo de R$ 28.559,70, assim como quem não se enquadrou em nenhum dos critérios de obrigatoriedade listados no começo da matéria. Entretanto, a Receita Federal ainda não divulgou se fará alterações para o ano calendário de 2021.

Mas há casos específicos, nos quais o cidadão pode solicitar a isenção do imposto. Entre eles estão os rendimentos relativos à reforma, aposentadoria ou pensão de pessoas portadoras de doenças graves, incluindo cegueira, esclerose múltipla, AIDS, alienação mental, cardiopatia grave, entre outras. 

Ainda assim, para solicitar a isenção do Imposto de Renda, é preciso apresentar um laudo pericial que comprove a moléstia.

Como não cair na malha fina?

Malha fina é como conhecemos o processo de verificação de inconsistências da declaração do Imposto de Renda. Nesse sentido, ela age como uma espécie de “peneira” para os processos de declarações que estão com alguma pendência ou irregularidade.

Em 2020, mais 1 milhão contribuintes enfrentaram esse problema, pois a Receita Federal tem aperfeiçoado cada vez mais suas análises na hora de cruzar informações.

Então, para não ter que pagar multas ao passar por esse transtorno, existem algumas dicas que o contribuinte pode utilizar:

  • Não omita rendimentos. Não tente esconder da Receita rendimentos que você obteve, pois essa é sempre a maior razão dos que caem na malha fina;
  • Digite números e vírgulas cuidadosamente. O valor declarado deve ser idêntico aos descritos nos recibos e comprovantes. Bem como o mínimo erro pode dar a entender que você está sonegando impostos;
  • Lembre-se de informar os rendimentos da sua conta bancária;
  • Lembre-se de inserir os rendimentos com aluguéis ou pensões alimentícias;
  • Informe sua movimentação na bolsa de valores;
  • Declare apenas despesas as quais consiga comprovar e que se encaixem nas deduções.

Neste momento, você já deve saber que tentar enganar a Receita Federal, para pagar menos impostos, é considerado crime de sonegação. Além disso, ao ser pego, o contribuinte, poderá, além de pagar uma multa, estar sujeito a cumprir pena de dois a cinco anos de prisão.

Contudo, para evitar que isso aconteça, caso o contribuinte tenha notado algum erro em sua declaração ou que esqueceu de informar algum dado, ele poderá apresentar uma retificação junto à Receita, por um prazo de até cinco anos. 

Esse é o período que o órgão realiza a malha fina e, após detectarem erros, o contribuinte poderá ser chamado para prestar esclarecimentos. 

Caso o contribuinte já tenha feito a retificação, a Receita irá considerar como uma demonstração de que ele não agiu de má-fé, o que poderá reduzir as chances de uma pena de prisão, por exemplo. 

Para os que têm a obrigatoriedade de declarar, mas não o fazem, ficarão impedidos de realizar uma série de atividades como: prestar concurso público, pegar empréstimos, renovar passaportes, abrir contas em banco etc. 

Perdeu o prazo?

A data final para apresentar a declaração, normalmente, é no dia 30 de abril. Após essa data, o contribuinte estará atrasado. 

Seja como for, o processo para resolver isso é o mesmo da declaração formal. A diferença é que o contribuinte terá de pagar uma multa de 1% ao mês, calculada sobre o total do imposto devido, ainda que integralmente pago, sendo que o valor mínimo é de R$ 165,74 e o valor máximo é de 20% do imposto sobre a renda devido. 

Concluindo, a declaração do Imposto de Renda pode parecer um bicho de sete cabeças, mas com informação e atenção você conseguirá preenche-la e evitar maiores transtornos.

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BDRs simplificam a vida de quem busca investir no exterior

Investir em ativos no exterior, pode parecer complicado para muitos investidores em um primeiro momento. Mas essa tarefa ficou mais simples desde que a B3 autorizou a negociação de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) por qualquer investidor pessoa física em outubro. 

Desde então o tema ficou em alta e chamou atenção de diversos investidores, afinal, esse tipo de ativo é uma alternativa para quem deseja investir nas maiores empresas do mundo como Apple, Netflix, Amazon, Microsoft, Disney, entre outras, de forma simplificada, já que trata-sede certificados de ações emitidos em outros países, mas que são negociados no Brasil. 

Atualmente existem duas formas de investir neste ativo. A primeira é negociando o papel diretamente, sem intermediários. A outra alternativa é mais simples, já que é feita por meio de fundos de investimento. Nesta segunda opção, quem escolhe em quais BDRs investir é o gestor, que seleciona os ativos que mais tem aderência à estratégia elaborada por ele. 

Convidamos a Apex Capital, uma asset que conta com este tipo de ativo em seu portfólio, para entender como é feita a escolha dos BDRs, compreender quais fatores podem impactar na rentabilidade desse ativo, saber a diferença entre um BDRs e os ETFs listados em bolsa. 

Confira o bate-papo exclusivo do blog da Pi com Thiago Kapulskis, sócio da Apex Capital e Analista de Empresas, e Alexandre Salfatis, sócio da Apex Capital e Co-gestor.

Pi Investimentos: Quais fatores podem afetar a rentabilidade dos BDRs?

Thiago Kapulskis e Alexandre Salfatis: As BDRs irão render a performance da ação objeto no exterior somada à variação cambial (USDBRL).  Quando se compra uma BDR, se não for feito um hedge, você está comprado também em USD x BRL.

Pi Investimentos: A valorização ou desvalorização dos BDRs reflete o que acontece com a ação no exterior?

Thiago Kapulskis e Alexandre Salfatis: Sim, reflete com bastante fidelidade o preço da ação no exterior somada à variação cambial.  Todas as BDRs tem formadores de mercado na B3, o que limita a diferença de preço em relação à cotação nos EUA.  Por enquanto só existem BDRs de papéis que operam nos EUA (empresas locais ou que possuem ADRs).  Podem haver algumas distorções nos preços de fechamento já que o mercado brasileiro fecha um pouco antes do mercado americano, mas estas distorções tendem a ser corrigidas no dia seguinte.  A B3 inclusive colocou recentemente uma regra de marcação do preço de fechamento para tentar diminuir este efeito: se não há negócios na BDR durante o leilão, eles usam como preço de fechamento oficial o fechamento nos EUA convertido em BRL.

Pi Investimentos: Os BDRs também pagam dividendos e juros sobre capital próprio? Esses proventos são pagos ao fundo?

Thiago Kapulskis e Alexandre Salfatis: JCP não existe lá fora. Os dividendos pagos no exterior são convertidos em BRL pelo custodiante e pagos aqui após a retenção de impostos/taxas como se fossem dividendos de papéis brasileiros.

Pi Investimentos: Qual a principal diferença entre investir em ações no exterior, BDRs e ETFs listadas na B3 para se ter exposição internacional?

Thiago Kapulskis e Alexandre Salfatis: Entendo que a diferença é o modo de acessar o mercado, principalmente para investidores que tenham restrições ou dificuldades para operar no exterior.  Em termos de rentabilidade, não deveria haver diferença relevante.

Pi Investimentos: Como vocês escolhem as ações que compõem o fundo de investimento da Apex, presentes em nossa plataforma?

Thiago Kapulskis e Alexandre Salfatis: Em relação às ações globais, nosso processo de investimento consiste em 3 partes. Primeiro, fazemos uma análise top down, que consiste na seleção e estudo profundo de temas/tendências de longo prazo, que acreditamos que seguirão por bastante tempo. Uma vez selecionados os temas, fazemos uma análise bottom-up, selecionando empresas que se encaixam nessas tendências de maneira relevante. Essa análise envolve tanto fatores qualitativos (modelo de negócio, gestão da empresa, entre diversos outros pontos) como quantitativos (% da receita exposta ao tema, se a empresa pode ganhar margem com as mudanças, etc). Em paralelo, também fazemos uma análise de valuation das empresas. Importante lembrar que, uma vez finalizado o processo de seleção das empresas, fazemos um acompanhamento profundo tanto da ação/empresa em si quanto do próprio tema/tendência que serve como base para o investimento.

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Fundos de ações: tudo o que você precisa saber

O ano de 2020 é considerado, entre muitos investidores, como o ano para a renda variável e dentre as opções disponíveis para se investir nessa classe de ativos existem os fundos de ações

Com a economia crescendo, e as empresas em processo de expansão, cresce a vontade dos investidores em apostarem em ações para ganharem dinheiro. O grande impedimento para muitos, no entanto, é a falta de conhecimento sobre esse mercado, que pode ser um tanto complexo principalmente para investidores iniciantes. 

Aplicar em fundos de ações é uma maneira consideravelmente mais simples de se apostar na bolsa de valores, sem diretamente operar com compra e venda dos papéis.

Nesse post você vai entender tudo que precisa saber sobre fundos de ações, quais suas vantagens, desvantagens e muito mais: 

O que você irá conferir: 

  • O que são fundos de ações e como funcionam?
  • Como rendem os fundos de ações?
  • Custos e impostos dos fundos de ações;
  • Fundos de ações com gestão ativa x gestão passiva;
  • Tipos de fundos de ações;
  • Como escolher o fundo de ações mais adequado para você?
  • Investir em ações ou fundos de ações?
  • Quando vale a pena investir em fundos de ações?
  • Como escolher o melhor fundo de ações?
  • Os 10 fundos mais rentáveis de 2019? 

O que são fundos de ações e como funcionam?

Como qualquer outro fundo de investimento, o fundo de ações é administrado por um gestor do mercado financeiro que irá tomar as decisões e criar as estratégias de compra e venda dos papéis. O papel do investidor na hora de aplicar em fundos é de apenas separar e investir o dinheiro e o restante será feito pelo gestor. 

Os fundos de ações têm como objetivo investir no mercado acionário. Por definição,eles precisam aplicar no mínimo 67% do patrimônio em ações negociadas em mercados organizados, como a bolsa de valores ou em ativos relacionados ao segmento de ações. 

Entre esses ativos relacionados encontram-se: certificados de depósito de ações, cotas de fundos de índice de ações, recibos de subscrição, cotas de outros fundos de ações ou BDRs (recibos emitidos no Brasil que representam ações que são negociadas no exterior).

Enquanto isso, o restante do patrimônio (33%), pode ser investido em outros tipos de ativos financeiros, como os de renda fixa.  

O funcionamento dos fundos de ações, assim de como de outros fundos são semelhantes a ideia de um condomínio. Você compra uma cota (apartamento) e paga ao gestor (síndico) para administrar o fundo (o condomínio) e todos os custos e benefícios são divididos igualmente entre os cotistas, de acordo com o valor investido.

Assim, ao investir nesses fundos, você aplica o valor desejado (respeitando o valor mínimo de aplicação do fundo) e o rendimento total irá consistir do desempenho dos ativos que compõem o portfólio do fundo.

O investidor pode resgatar suas cotas de acordo com a liquidez do fundos. Nesta etapa, ele irá repassar o valor investido e os rendimentos recebidos (caso possua) no período com as taxas e tributos devidamente descontados. 

A soma do dinheiro dos investidores que aplicaram no fundo é o que compõem o patrimônio do mesmo e que é administrado por um gestor profissional do mercado. É ele quem irá decidir como alocar os recursos do fundo, segundo políticas predefinidas. Quando as aplicações têm um resultado positivo, as cotas do fundo se valorizam e o contrário acontece quando seu desempenho é ruim. 

Leia também: Entenda de uma vez o que é liquidez nos investimentos

Como rendem os fundos de ações?

Uma característica comum dos fundos de ações é a volatilidade que eles possuem, em boa parte dos casos. As variações dos valores das cotas podem ocorrer de forma brusca, conforme os preços das ações variam no mercado.

Esses ativos geralmente possuem um nível de risco mais alto, e são mais comumente associados para quem possui o perfil de investidor arrojado. 

Como esses fundos investem em ações negociadas na bolsa, o seu rendimento irá acompanhar o desempenho delas no dia a dia. É muito comum com que esses fundos sigam algum índice de referência do mercado de renda variável, como o Ibovespa. Por isso, para saber se um fundo está tendo um bom desempenho ou não, é fundamental comparar a rentabilidade dele com a desses índices. 

O índice Ibovespa é um dos benchmarks mais utilizados para o mercado de ações brasileiro . Isso significa que o gestor do fundo irá procurar comprar e vender papéis de modo que a rentabilidade do fundo siga de perto, ou supere, o índice.

Esse índice é basicamente uma carteira teórica de ações que contém os ativos que movimentam os maiores volumes de negociação na bolsa. 

Vídeo: O que é Ibovespa?

Custos e impostos dos fundos de ações

Assim como qualquer outro ativo, os fundos também possuem taxas e impostos que incidem sobre eles. As taxas cobradas servem para remunerar as gestoras responsáveis por administrar seu dinheiro. É necessário que sempre se faça uma avaliação criteriosa dos custos para saber se os valores são muito elevados e podem ou não impactar a rentabilidade do investimento.

A taxa mais comum cobrada por fundos, não apenas de ações, é a de administração que irá incidir sobre o patrimônio mantido pelo investidor no fundo. Ela, como dito anteriormente, remunera o gestor pelo trabalho feito.  E é geralmente divulgada com um percentual anual, provisionada diariamente e cobrada mensalmente de forma proporcional. 

Confira onde se encontra a informação da taxa de administração nos fundos da Pi Investimentos. 

Outra taxa que pode incidir sobre os fundos é a de performance, que é como um prêmio ao gestor do fundo quando a sua rentabilidade supera a do seu benchmark (normalmente o Ibovespa). Ou seja, se a meta de desempenho for de 20%, e o fundo conseguir 30%, a taxa de performance será cobrada – apenas sobre o excedente, ou seja sobre os 10%. Essa taxa no entanto, pode ou não ser cobrada, a depender de cada fundo. 

Já sobre impostos, apenas incide sobre os fundos de ações o Imposto de Renda (IR).

O Imposto de Renda recai sobre a rentabilidade e a alíquota é de 15% cobrada na fonte, ou seja, o investidor não precisa tomar nenhuma ação, a cobrança é realizada de forma automática. 

Ao contrário de outros fundos, como os de renda fixa e multimercado, onde a cobrança ocorre de forma semestral em forma de come cotas, nos fundos de ações o Imposto de Renda só é cobrado no momento do resgate das cotas. 

Fundos de ações com gestão ativa x gestão passiva

Os fundos de ações são geralmente classificados em dois grandes grupos. Eles podem ser considerados como fundos ativos ou passivos. 

Os fundos com uma gestão ativa são aqueles que buscam superar o índice benchmark que eles acompanham, que nesse caso geralmente é o Ibovespa. Então, eles são chamados de ativos porque para conseguir superar o benchmark eles terão de traçar uma estratégia específica com a realização de diversas operações.

Já os fundos passivos possuem o objetivo de acompanhar e replicar a rentabilidade do benchmark que utilizam, seja ele um índice ou uma ação específica.

Por conta da diferença entre os dois grupos, os custos de investir também mudam. Os fundos ativos, que demandam um maior trabalho de análise e geralmente com equipes maiores, cobram por taxas mais altas e ainda possuem mais chance de cobrar a taxa de performance. Já os fundos passivos, onde o trabalho do gestor geralmente é mais operacional, as cobranças podem ser mais baixas.

Tipos de fundo de ações

Dentro dos fundos de ações há uma grande variedade de estratégias diferentes que podem ser utilizadas pelos gestores. Mesmo possuindo, em comum, o fato de aplicarem no mercado de ações, os fundos têm a liberdade de criarem uma estratégia com carteiras diversas, que podem apresentar desempenhos completamente diferentes uns dos outros. 

Para facilitar a compreensão dos investidores na hora de escolher um fundo, a Anbima, que representa as instituições do mercado de capitais brasileiro, agrupa os fundos de ações em algumas categorias, que irão representar as principais estratégias adotadas por eles. 

Confira as mais conhecidas:

Small Caps

Os fundos de small caps investem no mínimo 85% do patrimônio em ações de empresas com baixa capitalização de mercado, e que geralmente não possuem a mesma liquidez das grandes empresas. São consideradas small caps, de acordo com Anbima, os papéis que não estão entre as 25 maiores participações do índice Brasil (IBrX), um dos índices de ações da B3.

Esses fundos além de uma menor liquidez costumam também ser mais voláteis pois não são negociados tão amplamente como os grandes papéis, e por isso, sobressaltos nas suas cotações são frequentes.

Já os outros 15% do patrimônio do fundo podem ser investidos em ações de maior liquidez ou capitalização do mercado, desde que essas ações não sejam umas das dez maiores representações do IBrX.

A estratégia de fundos de ações de small caps é baseado na espera de que as ações dessas empresas irão se valorizar e ter uma alta expressiva no longo prazo, o que muitas vezes não ocorre com as big caps, que já são empresas mais consolidadas no mercado e podem não ter altas tão expressivas.

Por outro lado, o risco de se investir em small caps é o de que essas empresas podem não crescer conforme o esperado, o que pode ocorrer visto que elas possuem baixo valor de mercado e não são negociadas com a mesma frequência das grandes empresas. 

Fundos setoriais

Esses fundos de ações investem em companhias de um setor específico ou de um conjunto de setores interligados da economia. Alguns exemplos são:energia, varejo ou infraestrutura. 

Para essa estratégia, é necessário que o gestor deixe claro em suas políticas de investimento quais serão os critérios para a escolha dos setores, subsetores ou segmentos que se encaixem nessas aplicações. 

No caso desses fundos, alguns analistas consideram não haver muitas vantagens em se efetuar aplicações por meio desse veículo. O trabalho do gestor, nessa estratégia, é basicamente o de comprar ações de um mesmo setor, caso o fundo receba algum aporte, e vender os papéis em caso do fundo sofrer algum resgate. 

Nesses casos, muitos investidores optam pela compra e venda de ações de forma direta, para economizar a taxa de administração. Além disso, se essas ações pagam dividendos, os acionistas pessoas físicas são isentos de Imposto de Renda (IR), mas se a aplicação for por meio de fundos, o investidor pagará 15% de IR sobre os rendimentos totais. 

Fundos de dividendos

Esses fundos buscam investir em ações com bom histórico de distribuição de dividendos, que é uma parcela dos lucros que as empresas distribuem aos seus acionistas. 

Historicamente é possível observar que os setores como o de utilities (serviços públicos) e elétrico costumam apresentar uma taxa de retorno (dividend yield) com proventos, geralmente elevada. 

Nessa estratégia, o gestor busca além da rentabilidade que pode ocorrer por meio da valorização das ações, também uma rentabilidade por meio do pagamento desses dividendos. 

Fundos específicos

Esses fundos recebem esse nome, pois adotam uma estratégia de investimento com características específicas e que pode divergir do regulamento utilizado pelos demais fundos do mercado. Ele pode ser segmentado em:

  • Fundos fechados: em que a entrada de investidores só é permitida em períodos pré-estabelecidos e as cotas podem ser resgatadas apenas ao fim do prazo do fundo;
  • Fundos de mono ação: onde todo o patrimônio do fundo está alocado nas ações de uma única empresa;
  • Fundos de ações FMP-FGTS: que possibilitam ao investidor aplicar os recursos do FGTS em ações de estatais. 

Investimento no exterior

Nesse método, os fundos aplicam em ativos fora do Brasil cerca de 40% de seu  patrimônio líquido, ou seja, investem em investimentos de capital estrangeiro. 

Essa estratégia permite aos gestores buscarem por oportunidades ao redor do mundo e analisarem onde estão as empresas que podem trazer maiores rendimentos, não apenas no Brasil. 

Nesses fundos, as taxas cobradas também podem ser maiores, pois o gestor poderá ter muito mais trabalho de além do setor doméstico, também realizar análises do setor externo.

Leia também: Como investir em ativos globais?

Fundos de valor/crescimento

São os fundos que baseiam suas carteiras em empresas com potencial de crescimento. Nesse caso, o gestor prioriza a compra de papéis que estão com baixo valor patrimonial mas que possuem alta capacidade de valorização ao longo do tempo. 

Essa estratégia geralmente aproveita a baixa de papéis que possuem alto valor patrimonial, na espera de que eles voltem a subir no longo prazo, como é o caso de grandes empresas, que ao passarem por crises internas, desvalorizam suas ações, mas que tendem a voltar a crescer ao se estabilizarem novamente. 

Sustentabilidade/Governança

Essa estratégia tem seus ativos voltados para empresas bem gerenciadas ou que possuam iniciativas voltadas para responsabilidade social e sustentabilidade do negócio ao longo do tempo.

Fundos livres

Diferentemente dos outros ativos, esses fundos não possuem o compromisso de alocar investimentos de acordo com uma estratégia específica. O gestor pode aplicar o patrimônio em qualquer ativo, desde que seus detalhes estejam especificados no regulamento. 

Para ter acesso a fundos de ações com estratégias diversas, basta abrir sua conta na Pi Investimentos

Como escolher o fundo de ações mais adequado para você?

A escolha de um fundo de ações para sua carteira deve ir além de uma simples análise de rendimento. É importante que os investidores tenham em mente a frase clichê de que “rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro”, ou seja, o investidor não deve se basear apenas nas últimas rentabilidades do fundo para realizar sua escolha, pois os retornos no futuro podem (e provavelmente irão) mudar. 

Obviamente, se o fundo escolhido for bem gerenciado e traz um bom histórico de rendimento, há uma grande chance de que ele continue apresentando resultados satisfatórios, mas isso nem sempre pode acontecer. 

Mas antes de escolher qualquer investimento, é fundamental você saiba qual seu perfil de investidor, para que entenda qual seu apetite a riscos. Os fundos de ações geralmente possuem um nível de risco maior, que pode variar entre moderado e agressivo. Vale então avaliar qual a sua tolerância a riscos antes de investir. 

Por exemplo: Imagine que ao investir em um fundo de ações você poderá perder 20% do total aplicado. O que você faria nessa situação? Aplicaria mais ou resgataria o restante? 

Esse tipo de pergunta faz com que você entenda se está pronto para investir nesse tipo de ativo ou não. Além disso, também vale avaliar o prazo de liquidez dos fundos de ações, que geralmente são maiores e podem fazer com que o repasse do seu dinheiro demore mais tempo. 

Por fim, avalie o custo a se investir nesse tipo de fundo, confira e compare taxas de administração e de performance para saber se está pagando valores justos, de acordo também com a qualidade do trabalho do gestor. 

Para comparar a rentabilidade dos fundos, você pode utilizar o comparador da Pi, que te ajuda a entender o desempenho passado de diversos fundos diferentes, dentre eles, os de ações. 

Investir em ações ou fundos de ações?

Uma das maiores vantagens em se investir em fundos de ações é poder contar com a gestão de um profissional do mercado que irá tomar as decisões sobre investimentos a partir de uma série de análises e técnicas. 

Dessa forma, investir nesses fundos é uma opção para quem quer investir na bolsa mas não possui muito conhecimento sobre o assunto. O gestor do fundo terá acesso a uma quantidade muito maior de informações na hora de tomar suas decisões, de compra e venda, e ainda terá um time de analistas que poderão fazer um trabalho de análise técnica sobre cada ação. 

Por outro lado, os muitos fundos também impossibilitam os investidores de interferirem nas decisões e na estratégia do fundo e isso pode não ser ideal para investidores.que já possuem conhecimento no mercado e desejam tomar suas próprias decisões.

Por isso, para investidores mais experientes vale avaliar a opção de atuar com compra e venda de ações diretamente na bolsa, o que irá permitir uma maior liberdade de escolha ao tomar decisões. 

Dentre as vantagens de se investir diretamente na bolsa, o investidor também não precisará pagar algumas taxas que são cobradas por fundos, como a de administração e a de performance. 

A tributação também é diferente. É considerada mais simples nos fundos de ações, pois o IR é cobrado apenas na hora do resgate das cotas. Já para quem investe diretamente na bolsa, é necessário calcular mensalmente quanto se deve ao fisco, além da necessidade de se emitir e quitar uma Darf (documento de arrecadação de receitas federais).

Com os fundos de ações também há a vantagem de se ter uma carteira de ações de forma mais acessível, pois muitas vezes o custo da sua cota é menor do que a compra de cada um dos papéis.

E outro ponto atrativo dos fundos de ações é a diversificação, pois com eles o investidor pode ter ganhos mais equilibrados e consistentes, uma vez que o gestor tem a liberdade de diversificar o portfólio do fundo. Em momentos de distúrbio do mercado, possuir um portfólio diversificado pode amenizar as perdas de capital.

Quando vale a pena investir em fundos de ações?

No momento atual, com a taxa Selic em sua mínima histórica, os investimentos em renda variável tem atraído cada vez mais a atenção dos investidores. 

Com os investimentos em renda fixa (poupança, Tesouro Direto e títulos privados) trazendo cada vez rendimentos menores, muitos analistas acreditam que o cenário atual está propício para investimentos em ações para os que buscam maiores retornos. Como dito anteriormente, os fundos de ações são uma opção para quem deseja investir, mas não possui tanto conhecimento sobre o mercado.

A economia está crescendo no país, e as empresas terão mais espaço para se expandir o que consequentemente poderá causar uma valorização de suas ações.

Os fundos de ações são indicados para objetivos a médio e longo prazo, e um dos métodos mais conhecidos para definir o quanto deve-se alocar para esse tipo de ativo (com alto risco) é a regra dos 100. Confira como ela funciona:

O investidor precisa deduzir a sua idade do número 100. O resultado irá dar uma ideia do quanto de seu patrimônio deverá ser direcionado a investimentos de risco, como esses fundos. Alguém com 20 anos, portanto poderia destinar 80% dos seus investimentos para aplicações de risco. Já alguém aos 50 anos deveria reduzir essa parcela para 50%.

Como escolher o melhor fundo de ações?

Como dito anteriormente, a rentabilidade não é a única característica a ser analisada na hora de escolher um fundo de ações. Confira alguns aspectos importantes antes de tomar uma decisão. 

Liquidez

O prazo de resgate das cotas é um fator fundamental a ser avaliado na escolha de um fundo. Isso geralmente é encontrado no regulamento do fundo, mas em algumas plataformas como a Pi, essa é uma das primeiras informações a serem encontradas, como você confere na imagem a seguir: 

Na imagem é possível ver que o resgate das cotas acontece em D+32, ou seja, o investidor irá fazer a solicitação de resgate, e após 32 dias ele irá receber seus recursos. 

Além disso, no regulamento dos fundos o investidor também encontra especificado a data de conversão (quando o cálculo do valor das cotas será feito para o pagamento das cotas) e a data de pagamento (quando os recursos estarão efetivamente disponíveis ao investidor). 

Os prazos para fundos de ações são geralmente altos como o da imagem acima, ou até ainda maiores como D+90. Fundos que investem em small caps, por exemplo, podem possuir datas de conversão e pagamento mais estendidas, uma vez que suas ações costumam ter baixa liquidez. 

Risco

Após conhecer seu perfil de investidor você terá uma maior consciência da sua tolerância a risco. Os fundos de ações, por serem classificados como investimentos em renda variável,  podem apresentar um risco elevado de volatilidade, ou seja, a variação do valor da cota pode ser grande e rápida.

Por conta dessa volatilidade, o potencial de retorno dessas cotas também pode ser alta. Por isso, é importante que o investidor considere um equilíbrio entre o risco e chance de ganhos.

Rating e avaliações

Outra forma de saber se você está escolhendo por um bom fundo de ações é procurar por avaliações externas de casas de análise ou especialistas sobre os fundos. Normalmente essas casas analisam de forma objetiva, a rentabilidade e nível de risco dos fundos para indicar os melhores do mercado. 

A casa de análise americana Morningstar, por exemplo elabora o rating de fundos. Ela atribui em até cinco estrelas cada fundo avaliado e assim, ajuda os investidores a decidirem onde podem aplicar. 

Alguns aspectos que podem nortear uma casa de análise para que elas realizem suas avaliações são: a rentabilidade em comparação a algum índice benchmark (como o Ibovespa), as taxas do fundo e sua volatilidade. 

Essas casas de análise não apenas avaliam fundos de ações, como também fundos multimercados, renda fixa ou e imobiliários. Mas, vale destacar que risco e retorno são, em boa parte, aspectos avaliados por essas casas.

Aplicação mínima

Todos os fundos de investimentos possuem um valor de aplicação mínima, que o investidor deve aportar na primeira vez em que investe. Esse valor poderá variar de acordo com o nível de sofisticação da cada carteira e os riscos envolvidos em cada estratégia. 

Geralmente, os fundos de ações que são voltados para um público maior, costumam exigir aplicações iniciais mais baixas. Em geral, já é possível encontrar opções com aplicação mínima de R$ 500 ou R$ 1000. Já as carteiras mais rebuscadas podem cobrar aplicações iniciais com valores maiores como R$ 5.000, R$ 10.000 ou R$ 50.000.

Muitos fundos são voltados apenas para investidores qualificados, que são aqueles que possuem um patrimônio líquido investido acima de 1 milhão de reais ou pessoas que tenham sido aprovadas por exames de qualificação técnica.

Alguns fundos também irão estabelecer um valor mínimo para suas movimentações, como novos aportes, que deverão ser obedecidas como faixa de corte. 

Performance e rentabilidade

Por último mas não menos importante, também é fundamental com que o investidor conheça o histórico de desempenho dos fundos de ações em que deseja investir. A análise da rentabilidade passada permite identificar como esse fundo vem se comportando no mercado ao longo do tempo e como ele responde às altas e baixas do mercado, para que o investidor entenda melhor sobre a volatilidade do fundo. 

No site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é possível encontrar a rentabilidade de todos os fundos de ações mas essa também é repassada diretamente pelos administradores dos fundos para seus cotistas por meio de documentos como a lâmina. 

Os 10 fundos de ações mais rentáveis de 2019

Em setembro de 2019, o Valor Investe elaborou, com ajuda do economista Marcelo d’Agosto, os 10 fundos de ações com as maiores rentabilidades acumuladas no ano (até o fim de setembro). Confira a lista:

Fonte: Valor Investe dia 03/02/2020.

Dentre esses fundos, seis deles você encontra  na plataforma da Pi Investimentos. 

Para conferir esses e outros produtos, acesse nossa plataforma

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Como os fundos escolhem suas ações? | Indie Capital

Você já teve vontade de conhecer mais sobre as estratégias de investimento dos fundos de ações? 

Afinal, sempre ouvimos as vantagens de se investir nesse tipo de investimento, mas dificilmente conhecemos de perto como os gestores desses fundos trabalham.

No último Papo Fundo, Gabriela Schor entrevistou Daniel Reichsul e Felipe Montagna, cofundadores e gestores da Indie Capital, uma asset com quase sete anos de história no mercado e que possui foco em ações. 

Na conversa, os gestores falaram sobre a estratégia long only, utilizada no fundo de ações INDIE FIC FIA, que está disponível em nossa plataforma. Essa estratégia consiste na compra de ações, na espera de que haja valorização e assim uma alta em seus preços.

Eles explicaram como escolhem as empresas que irão fazer parte do portfólio do fundo e a importância de uma análise aprofundada sobre cada uma delas. 

Em geral, o fundo de ações da Indie Capital é clássico e possui em seu portfólio entre 20 a 25 empresas que são escolhidas por meio de uma estratégia quantitativa e qualitativa, com os seguintes critérios: 

1°- Os gestores analisam a qualidade do produto que essas empresas oferecem e como esse produto satisfaz seus clientes acima dos concorrentes que ela possui. Logo, analisa-se a capacidade que a empresa possui em entregar um bem com maior valor do que a concorrência e como essa empresa tende a ganhar mais mercado. 

2° – Os gestores também buscam por empresas que possuem um alinhamento e boa capacidade de execução entre os sócios. Em outras palavras, buscam saber a qualidade do time dessas empresas e de seus gestores e acima de tudo se há uma estratégia coerente e clara e um alinhamento com seus acionistas. 

3° – O fundo busca por empresas que sejam rentáveis e que possuam um potencial de crescimento a longo prazo, por isso visam a estratégia long only, que se baseia na compra de ações baratas na espera de uma valorização. Essas empresas buscadas pelos gestores em geral, são empresas que possuem potencial de crescimento em mercados menores, ou seja, que se destacam e crescem em setores pequeno. 

4° – O preço da ação dessas empresas deve possuir segurança, para servirem como colchão amortecedor de riscos que ocorrem ao investir nessas ações. 

Daniel e Felipe ainda discutiram sobre o cenário atual do País e como isso poderá afetar positivamente o mercado de ações, uma vez que com o ciclo econômico do país normalizado, elas tendem a possuir menor volatilidade. 

Assistindo a live, você confere também recomendações dos gestores para as ações mais “queridinhas” do momento e, ainda, se vale mais a pena investir em ações ou fundos de ações. 

Quer conferir mais do que rolou na conversa com a Indie Capital? Não deixe de assistir a íntegra.

Leia sobre os outros Papo Fundos que já rolaram clicando aqui.

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Onde investir seu dinheiro? Descubra agora

Você sabe onde investir seu dinheiro?

Essa é uma das perguntas mais comuns que escutamos aqui na Pi. E a resposta para ela é: depende.

Uma forma inteligente de responder essa questão é dividir seu dinheiro em três caixinhas diferentes. São elas:

  • Reserva de emergência;
  • Seus objetivos;
  • Dinheiro extra.

Entenda como cada uma dessas caixinhas funciona:

1° passo: construir sua reserva de emergência:

É aquela parte do seu dinheiro investido que precisa estar disponível a qualquer momento para eventuais emergências. Por isso, nesse investimento você precisa ter liquidez, segurança e um pouco de rentabilidade.

Na plataforma da Pi, você pode encontrar opções de investimento para a reserva de emergência tanto na aba de renda fixa quando na aba de fundos, onde fica o Pi Selic, que é um fundo com liquidez, rentabilidade e, acima de tudo, segurança.

Já na aba de renda fixa, você pode encontrar, por exemplo, um CDB pós-fixado, que tenha liquidez diária. Mas é importante prestar atenção aqui porque a maioria dos investimentos de renda fixa tem liquidez apenas no vencimento do título.

2° passo: investir pensando nos seus objetivos:

É a parte do seu dinheiro destinada a tudo aquilo que você almeja e quer conquistar: comprar um carro ou uma casa, fazer uma viagem, pagar o estudo dos filhos. É importante destacar que cada um desses sonhos têm um horizonte de tempo diferente para se realizar.

É de olho nesses prazos que você vai escolher um entre os vários produtos da nossa plataforma que podem se encaixar nesses objetivos. Na renda fixa, por exemplo, você sabe exatamente a data de vencimento da aplicação, ou seja, o dia exato em que o dinheiro irá cair de volta na sua conta.

Nos fundos, já é um pouco mais complicado, por conta dos prazos de liquidação e cotização. Para esse tipo de investimento, o recomendado é pensar em horizontes de médio e longo prazo ao buscar um retorno que realmente faça a diferença. Não faz sentido investir em fundos por menos de seis meses. O prazo ideal é de um a dois anos.

Mas ainda assim, os fundos são uma boa opção para diversificar seus investimentos. Além disso, tanto nos fundos quanto nas carteiras (que são fundos de fundos) da nossa plataforma, você contará com um gestor profissional fazendo as escolhas de investimento para você.

Uma vez definida seus objetivos, ficará mais fácil para que você decida onde investir.

3° passo: investir para ter dinheiro extra:

A terceira caixinha corresponde àquele dinheiro que você não precisa no dia a dia e, por isso, pode correr um pouco mais de risco para tentar alcançar um pouco mais de retorno. Fundos de ações, multimercado e de renda fixa com prazo de vencimento mais longo são indicados para essa caixinha, que chamamos carinhosamente de pimentinha, o extra dos seus investimentos.

Gostou desse conteúdo? Conta pra gente nos comentários se você divide seus investimentos em caixinhas.

Leia também: Como realizar aplicações na Pi?

Para mais informações, acesse aqui.

Os R$ 602 gastos na Black Friday poderiam virar R$ 43 mil, se investidos todo mês

Os brasileiros gastaram R$ 3,2 bilhões na Black Friday de 2019. Se todo esse dinheiro tivesse sido investido no Tesouro Selic 2025, daqui a cinco anos, ele se transformaria em R$ 4,1 bilhões, com valorização de 28% no período.

Cada pessoa que comprou no varejo online nos últimos dias 28 e 29 de novembro gastou em média R$ 602, de acordo com dados da Ebit-Nielsen. Se esse valor fosse investido no mesmo título público acima todos os meses nos próximos cinco anos, o investidor teria mais de R$ 43 mil em 2025. Nada mal, não?

Essa é apenas uma simulação que mostra em números como as decisões financeiras tomadas hoje podem ter um impacto significativo no futuro.

Não estamos querendo dizer aqui que você nunca mais deve comprar nada, especialmente na Black Friday, quando há preços realmente mais vantajosos. A reflexão que queremos propor é a seguinte: você realmente precisava de tudo o que comprou? Será que você não poderia ter usado uma parte desse dinheiro de uma outra forma?

Investindo, por exemplo.

A ideia aqui também não é fazer você se sentir culpado ou culpada. O que passou, já passou. Mas você pode aprender com o passado para tomar decisões mais inteligentes no futuro.

Novas Black Fridays virão e você pode aproveitá-las. Mas uma boa ideia pode ser investir parte do dinheiro que você pretendia gastar nessa data. Ou ainda, investir o que conseguir economizar.

Por exemplo: se você ía comprar um celular de R$ 3.000, mas acabou conseguindo comprá-lo por R$ 2.400 na Black Friday, que tal investir os R$ 600 economizados?

Aqui na Pi, você encontra diversas opções de investimento. Dá para começar a partir de R$ 30! Confira aqui todas elas.

A estratégia que funciona como um piloto automático | Icatu Vanguarda

E se você pudesse escolher um investimento que pudesse te ajudar a alcançar um objetivo específico no futuro? A Icatu Vanguarda pode te ajudar!

A compra da casa própria, de um carro, ou da faculdade dos filhos pode se tornar um objetivo mais facilmente alcançável com a ajuda de um investimento a longo prazo. 

Foi esse o assunto do Papo Fundo dessa semana, com o Bruno Horovitz, gestor da Icatu Vanguarda, uma asset que administra cerca de R$ 27 bilhões em investimentos há quase 30 anos de atuação no mercado financeiro.

Nessa conversa Bruno explicou pra gente os Fundos ICATU – DATA ALVO, que permitem ao investidor definir objetivos a longo prazo e a data que pretende realizá-los. 

As Carteiras Prontas possuem uma estratégia que funciona como um piloto automático para os investidores que querem delegar as decisões de investimento.

O investidor só precisará escolher a data que melhor se encaixe em seu perfil. Na prática, isso significa que você vai se planejar para utilizar o dinheiro aplicado somente no futuro. 

Com base na data escolhida por você, o gestor monta um portfólio diversificado que, ao longo do tempo, poderá será alterado de forma automática.

Para auxiliar os investidores, no início a estratégia das carteiras é mais arrojada para buscar por maiores retornos. Quanto mais perto da data final do fundo menor a exposição a ativos de risco, logo, a carteira se torna mais conservadora, prezando pela preservação do patrimônio.

Durante a conversa, Bruno falou sobre como esses fundos estão preparados para “tempos de chuva ou sol”, ou seja, para períodos bons e ruins e como eles tendem a trazer rentabilidades vantajosas a longo prazo, sempre entregando liquidez para seus clientes. Isso acontece devido aos fundos possuírem um caráter atemporal, ou seja, estarem preparados independente do cenário ou momento do País.

Além dos fundos, o gestor discutiu sobre a nova realidade dos juros baixos no Brasil e como as pessoas terão de assumir mais riscos e optar pela diversificação. Isso acontece uma vez que, o CDI, por exemplo, já não garante mais juros tão atrativos como antes e não poderá mais “pagar as contas” de muitos investidores, como afirmou Bruno.

Conheça as carteiras datas-alvo da Icatu Vanguarda em nossa plataforma: 

Material publicitário. Para mais informações, acesse aqui. Os investimentos apresentados podem não ser adequados aos seus objetivos, situação financeira ou necessidades individuais. O preenchimento dos formulários API – Análise de Perfil do Investidor é essencial para garantir a adequação do perfil do cliente ao produto de investimento escolhido. Leia previamente as condições de cada produto antes de investir.